Vereadores de Campo Mourão (512 km de Curitiba) querem conter o crescimento da população de pombos da cidade mandando as aves para câmaras de gás.
A proposta dos vereadores foi enviada à prefeitura, que deve opinar sobre o assunto. No documento, afirmam que "considerando que nada foi feito até o momento para conter a proliferação de pombos em nossa cidade, a única solução viável que vemos ser possível é o abate em câmaras de gás carbônico."
O presidente da Câmara Municipal, Eraldo de Oliveira (PMDB), citou ainda no documento que a medida é necessária por causa de doenças transmitidas por pombos e pelo problema que causam a donos de veículos com seus dejetos.
Oliveira disse, contudo, esperar que os pombos não cheguem a ser enviados para câmaras de gás. "Essa câmara de gás carbônico virou uma polêmica muito grande. É uma maneira de combater. Esperamos que não chegue a tanto. Nossa intenção é só eliminar os ninhos."
Uma das formas de transmissão de doenças como criptococose e histoplasmose é a inalação de poeira resultante de fezes de pombos contaminadas por fungos. As doenças podem afetar o aparelho respiratório e, no caso da criptococose, atingir também o sistema nervoso central.
Elvira Schen, da Associação de Proteção aos Animais de Campo Mourão, disse que há excesso de pombos no município, mas afirmou ser contra o envio de aves para câmaras de gás. "Temos receio que matem pombos em excesso. Queremos comprovação de que a única solução é essa [câmaras de gás]."
A Secretaria da Agricultura e do Meio Ambiente de Campo Mourão informou que não há necessidade de intervenção para controle dos pombos até o momento e que os animais "não têm oferecido risco ambiental e de saúde pública".
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