
O jovem foi morto com um tiro no peito disparado por um policial militar que fazia a segurança do estudante Pedro Velasco, filho da promotora Márcia Velasco. A família dela está sob ameaça há oito anos, desde que a promotora investigou o traficante Fernandinho Beira-Mar. "Ele (o PM) achou que era o tiro da impunidade, mas acertaram a pessoa errada", afirmou Daniela.
Além da família e de amigos, artistas como o ator Herson Capri e a atriz Patrycia Travassos, que conheciam a família de Daniel, também estiveram presentes. "Estou com medo da impunidade. Que o corporativismo da polícia aliado a um possível corporativismo da Justiça façam a impunidade acontecer", disse Herson Capri.
Para ele, o fato de um agente do Ministério Público já ter dito que a tese de legítima defesa alegada pelo PM é coerente e o fato de o delegado Rafael Menezes já estar falando em "dolo eventual", são indícios desse corporativismo.
O grupo se reuniu em frente à Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, deu a volta na praça de mesmo nome, passando pela frente da boate onde o jovem estava antes de ser morto, e seguiu em direção à praia. Na areia do Posto 9, trecho freqüentado por Daniel, os manifestantes fizeram grande roda onde cantaram a música "Desenho de Deus", de Armandinho, rezaram e pediram justiça.
Fabiana Cimieri