Bruxelas, 6 jul (EFE).- Os 27 países da União Européia (UE)
começam amanhã, no encontro informal de ministros de Interior e
Justiça realizado em Cannes (França), a discutir a proposta do
Governo francês de um pacto europeu sobre imigração e asilo.
A Presidência francesa de turno da UE apresentará aos outros
Estados-membros o documento no qual está há meses trabalhando com as
autoridades espanholas, com o objetivo de que seja rubricado pelos
líderes dos 27 no Conselho Europeu do próximo mês de outubro.
A França renunciou a introduzir no texto a obrigação de que os
imigrantes assinem um contrato de integração no qual se
comprometeriam a aprender a língua do país de acolhida e a respeitar
suas leis.
Segundo a minuta do documento divulgada pela França para as
outras delegações, que pode ser modificado antes de chegar na
segunda-feira à mesa dos ministros, a UE se comprometeria a
descartar as regularizações gerais e incondicionais, que seriam
"caso por caso".
A Espanha quer evitar que as referências a esta questão sejam
interpretadas como uma censura à política migratória aplicada pelo
primeiro Governo de José Luis Rodríguez Zapatero.
No entanto, este desejo pode se chocar com a exigência de países
como Bélgica e Suécia, partidários de uma redação mais dura contra
as regularizações maciças, segundo fontes do bloco.
A definição de uma política comum de imigração, articulada no
citado pacto, é uma das prioridades do presidente francês, Nicolas
Sarkozy, para o semestre que vai estar à frente da UE.