Os candidatos a vereador em São Paulo apostam na criatividade na hora de apresentar propostas no programa eleitoral na TV. Além de promessas históricas, como melhoria nos setores da saúde, transportes e educação, os candidatos se associam a clubes de futebol, igrejas, associações de classe e até opção sexual.
Além do bordão "Corinthiano vota em corinthiano", o ex-jogador Dinei (PDT) investe em camisa e faixa na cabeça do time.
Eduardo Lorenzini (PTC) tenta arrancar votos de deficientes auditivos ao fazer o discurso usando a linguagem de sinais.
Aurélio Miguel e Ademir da Guia (PR) abusam de imagens de jogos antigos para "refrescar" a memória do eleitor.
Para ganhar a confiança dos homossexuais, Léo Aquila (Jadson Mendes de Lima) do PR e Salete Campari (Francisco de Sales Rodrigues) do PDT, fizeram um discurso gay apelativo com direito a ensinar criança a "ser homem".
No espaço dedicado aos candidatos do PT, a maioria tentou "colar" a imagem na de Marta ao citar a implantação do bilhete único na capital.
Chico Macena e Senival Pereira de Moura prometeram até ajudar na expansão do metrô e no aumento de corredores.
Único candidato a vereador pelo PV (Partido Verde), o presidente do partido José Luiz Penna, centrou na divulgação do seu site pessoal.
Em vez de investir no nome dos candidatos, o PRTB decidiu pelo apoio à chapa, lançando uma pergunta ao telespectador. "Quem é 27? Eu sou 27". A música de fundo pedia voto para o candidato à prefeito Levy Fidelix, "o homem do aerotrem".
Os fiéis escudeiros nas ruas do prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), Toninho Paiva e Jooji Hato, relembraram obras no setor da saúde, como as AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial).
Em uma tentativa de puxar votos para Paulo Maluf (PP) todos os candidatos pediram a volta do programa PAS (Plano de Atendimento à Saúde) com os dedos apontados para cima.
Os únicos a demonstrar críticas ao governo foram os tradicionais oposicionistas do PSTU e PCO. Com o histórico discurso, "Quem bate cartão, não vota em patrão", o PCO criticou as privatizações.
Início
A propaganda eleitoral iniciou-se no dia 19 de agosto no rádio e na TV e vai até o dia 2 de outubro, três dias antes do primeiro turno, em 5 de outubro.
Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), para prefeito e vice-prefeito, os programas são transmitidos às segundas, quartas e sextas-feiras, em dois blocos de meia hora cada um. No rádio, das 7h às 7h30 e das 12h às 12h30; e na TV, das 13h às 13h30 e das 20h30 às 21h.