O Ministério Público de Minas Gerais, em Uberaba, denunciou por improbidade administrativa o ex-ministro e prefeito da cidade, Anderson Adauto (PMDB), e seis secretários dele por suposta contratação irregular de 2.727 pessoas, sob a justificativa de trabalho temporário na prefeitura.
O promotor José Carlos Fernandes Júnior, responsável pela ação, alegou ter havido "número exorbitante de contratação de servidores ditos de forma temporária, bem como sucessivas prorrogações contratuais, muitas vezes das mesmas pessoas, deixando claro que referida prática é comum na Prefeitura de Uberaba, apesar de encontrar óbice na Constituição Federal".
Nas relações anexadas ao processos, os cargos preenchidos são os mais diversos. Tem, por exemplo, médico, capinador, cantineiro, vigia e assessor de administração, financiamento e planejamento estratégico. As contratações, alega o MPE, ocorrem desde o início do mandato de Adauto (ex-ministro dos Transportes no governo Lula), em 2005.
'"É prática comum e contínua", diz o promotor na ação, acrescentando que os servidores são designados para diversos cargos temporários. Vencidos os contratos, a maioria permanece, por meio de renovações contratuais, permanecendo "por anos e anos no quadro de pessoal da prefeitura na condição de temporários".
Márcio Gennari, diretor de Comunicação da prefeitura, afirmou que a prefeitura não conhece o teor da denúncia porque não foi notificada. Mas disse estranhar a ação porque alega haver acordo com o próprio Ministério Público para que a prefeitura realize concurso público até meados de 2009.