
Analistas veem como saudável essa correção de preços e não esperam que a Bolsa perca a marca dos 41 mil pontos, reconquistada esta semana, amparada pela melhora do fluxo de capital estrangeiro. No primeiro pregão do ano, dia 2, houve um ingresso de capital estrangeiro de R$ 441,467 milhões.
No exterior, a Bolsa de Londres é a que registra queda mais acentuada, de 1,49%. Nos EUA, o índice S&P 500 futuro recuava 0,84% e o Nasdaq futuro cedia 0,55%, com os investidores, de novo, descontando nos preços das ações a preocupação com a deterioração da economia global. A cautela é reforçada ainda pelos dados de emprego que serão divulgados nos EUA, como a pesquisa ADP sobre postos de trabalho criados (ou fechados) no setor privado em dezembro, vista como uma prévia para o relatório ("payroll") oficial de sexta-feira.
Após fechar em queda ontem, o petróleo é negociado em leve alta na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), na faixa de US$ 48,85 o barril, com a piora da crise Rússia-Ucrânia, que já fez com que 17 países europeus registrassem falta de gás desde ontem e ameaça causar mais interrupções durante o inverno na região.
Em relação à Petrobras vale destacar ainda a notícia do jornal O Estado de S. Paulo, de que a estatal procurou alguns dos maiores bancos brasileiros para fazer uma sondagem com intuito de fazer uma grande captação de recursos no mercado financeiro. Segundo dois banqueiros, a empresa estaria tentando obter entre US$ 12 bilhões e US$ 15 bilhões. Procurada pela reportagem, a Petrobras negou que esteja negociando uma captação de recursos.
A notícia vem um dia depois de o governo brasileiro ter conseguido vender no mercado externo US$ 1 bilhão em bônus da dívida com prazo de dez anos pagando o menor cupom de juros da história, de 5,875% ao ano, o que deve abrir uma janela para as empresas brasileiras de primeira linha também testarem o apetite do investidor estrangeiro. Mas os analistas alertam que o mercado de crédito ainda não está normalizado.