O PT divulgou comunicado nesta quarta-feira criticando a ofensiva de Israel na faixa de Gaza e declarando o seu "integral apoio à causa palestina". O texto, assinado pelo presidente do PT nacional, Ricardo Berzoini, classifica a ofensiva de Israel contra grupos radicais palestinos de "terrorismo de Estado". Os bombardeios aéreos e ataques por terra do Exército israelense já mataram mais de 600 e feriram cerca de 2.500 palestinos.
Leia íntegra da nota do PT
Leia íntegra da nota da Conib
"Não aceitamos a "justificativa' apresentada pelo governo israelense, de que estaria agindo em defesa própria e reagindo a ataques. Atentados não podem ser respondidos através de ações contra civis. A retaliação contra civis é uma prática típica do exército nazista", afirma o PT. "O governo de Israel ocupa territórios palestinos, ao arrepio de seguidas resoluções da ONU."
O presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Cláudio Luiz Lottenberg, reagiu às declarações petistas em nota direcionada a Berzoini. No documento, Lottenberg afirma que o posicionamento causou "profundo espanto", pois o PT "se inspira nos ideais de justiça social". "É direito de toda nação garantir as condições de segurança de seus cidadãos e exigir que seus vizinhos tenham um comportamento adequado."
Lottenberg afirma que não há comparação entre o Exército israelense e o nazista porque os mortos dos campos de extermínio "eram pessoas absolutamente desprotegidas", que "não carregavam morteiros e nem foguetes, não detinham conhecimento de técnicas terroristas nem se escondiam atrás de civis, de forma covarde, como fazem os líderes do [movimento radical islâmico] Hamas".
O presidente da Conib reitera o argumento de Israel de que o Hamas, que não reconhece o Estado de Israel, recusou acordos repetidamente, inclusive com representantes palestinos e que, por isso, "não restou alternativa senão responder com a força". Conforme Lottenberg, a crítica de Berzoini à resposta de Israel "após seguidos meses de ataques feitos pelo Hamas com morteiros e foguetes que mataram civis na região de Sderot", "demonstra parcialidade e desconhecimento dos fatos".