
Segundo o presidente da Preserva São Paulo, o advogado Eduardo Rubies, apesar de todos os pareceres técnicos favoráveis, "o pedido do tombamento foi estranhamente derrotado", em votação ocorrida durante a semana. Dos nove conselheiros do Conpresp, cinco votaram contra a preservação histórica do casarão, entre eles, conta Rubies, o vereador Toninho Paiva (PR), vice-presidente da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente.
As entidades, afirma o advogado, se preparam para recorrer da decisão e solicitar o tombamento diretamente ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, ligado à Secretaria Estadual da Cultura (Condephaat). Mas foram surpreendidas com o início do processo de demolição do imóvel na manhã de hoje.
Segundo a advogada Célia Marcondes, que preside a Samorcc, também causa estranheza que os proprietários tenham obtido um alvará para a demolição apenas dois dias depois da votação no Conpresp. "Para conseguir derrubar uma edícula neste bairro, às vezes chega a demorar dois meses para conseguir autorização", protesta. O alvará foi expedido pela Subprefeitura de Pinheiros.
Como parte do trabalho de demolição, já foram retiradas as portas e as janelas do casarão. As entidades se preparam para, na manhã de segunda feira, entrar na Justiça com pedido de liminar suspensiva da derrubada. "Vamos até o fim desta causa. O casarão é patrimônio histórico e cultural da cidade e precisa ser preservado". Os proprietários do imóvel não foram localizados.