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Domingo, 08 de NOVEMBRO de 2009

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03/07/2009 - 19h24

Dois ex-seguranças vão a júri popular por morte de milionário da Mega-Sena

Dois ex-seguranças acusados de envolvimento na morte de de Renê Senna, ganhador da Mega-Sena assassinado em 7 janeiro de 2007, vão a júri popular na segunda-feira (6), no Tribunal do Júri do Fórum de Rio Bonito, o julgamento de dois ex-seguranças do milionário René Senna, assassinado em 7 de janeiro de 2007. O ex-policial militar Anderson Silva de Sousa e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira são acusados de serem os autores dos disparos que mataram o milionário. Eles serão os primeiros a irem a júri popular.

Os acusados foram denunciados por homicídio duplamente qualificado --motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima-- e furto qualificado. Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi encomendado pela viúva do milionário, Adriana Ferreira Almeida, e envolveria mais três pessoas: o cabo da Polícia Militar Marco Antônio Vicente, o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira, o China; e a professora de educação física Janaína Silva de Oliveira, mulher de Anderson. Estes, porém, entraram com recursos e ainda não têm data prevista para serem julgados.

Ganhador de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena em 2005, René Senna foi morto a tiros ao ser surpreendido quando tomava cerveja em um bar, na localidade de Lavras, Rio Bonito. A denúncia afirma que, após o crime, Anderson e Ednei pegaram uma pochete da vítima, contendo em seu interior uma arma e determinada quantia de dinheiro.

O crime foi cometido por motivo torpe, pois, de acordo com a denúncia, Adriana pretendia se beneficiar de um testamento preparado pelo marido, segundo a Promotoria. O homicídio foi praticado, ainda, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, pois não foi dada a René a possibilidade de fuga, já que ele não tinha as suas duas pernas, amputadas por complicações causadas pelo diabetes.

As interceptações telefônicas apontam o encontro pessoal de Adriana com Anderson e Janaína no dia 6 de janeiro, horas antes do assassinato. A prova desmente a versão apresentada pela viúva de que não teria mantido contato com o casal após Anderson ter sido desligado da segurança da vítima, segundo o Ministério Público.

Algumas atitudes de Adriana pesaram contra a suspeita, como ter abandonado a fazenda onde vivia com o milionário dois dias antes do crime, em razão de forte briga com René; a transferência de valores da conta conjunta do casal para uma conta pessoal logo após o assassinato e a contratação de um advogado criminalista para sua defesa horas depois do homicídio.

A previsão é de que o júri dure de dois a três dias, segundo o Tribunal de Justiça do Rio.

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