
O Ministério da Saúde decidiu que somente casos graves ou potencialmente graves serão testados, o que deve aliviar a demanda. Os casos suspeitos brandos não serão testados, mas ainda terão de fazer o isolamento domiciliar. Em nota, o ministério disse que a espera tem sido, em média, de três dias. Destacou ainda estar em negociação para autorizar que outras unidades façam os exames.
Durante entrevista coletiva ontem, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão lamentou que grande parte das pessoas que procuram os centros de referência foram movidas pelo exagero e sequer tinham gripe comum. Segundo ele, no Instituto Adolfo Lutz, só 24% das suspeitas se confirmaram. Outros 25% tinham gripe sazonal, enquanto 51% tinham simples resfriado ou nem isso. O mesmo ocorreu na Fiocruz: das 1.447 amostras analisadas, 29% deram positivo para a gripe suína, enquanto 21% eram gripe sazonal e 50% não tinham nada.
Segundo o infectologista Celso Granato, com a possibilidade de que laboratórios privados ofertem o teste, anunciada nesta semana em SP, os pacientes terão outra opção para esclarecer os casos. No entanto, ainda não se sabe se os convênios cobrirão os novos exames. Além disso, os laboratórios privados estão desenvolvendo os próprios testes, que ainda não estão disponíveis. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.