
A jovem, identificada como Manuela Costa, de 29 anos, chegou à maternidade por contra própria, onde foi submetida a uma cesariana, mas o bebê nasceu morto. Ela apresentava um quadro de descolamento prematuro de placenta e ainda ficará internada no fim de semana. Indignados, funcionários da maternidade fotografaram a inscrição no braço da paciente e denunciaram o comportamento do plantonista do hospital Miguel Couto ao jornal O Globo. Eles disseram que outras duas grávidas examinadas pelo obstetra de plantão naquele hospital chegaram à maternidade com o endereço "marcado" no braço.
Embora a Maternidade Fernando Magalhães seja uma unidade de referência para gestantes em situação de risco, o Miguel Couto tem estrutura de obstetrícia para prestar o atendimento adequado a casos como o de Manuela. Segundo a secretaria, não há orientação para que os profissionais recomendem ônibus para pacientes que necessitam de transferência. A remoção deveria ter sido feita pelo próprio hospital, em veículo apropriado.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), pediu rigor na apuração. Em nota, determinou que os profissionais envolvidos no caso sejam demitidos assim que identificados, caso as denúncias sejam comprovadas. A secretaria informou que a direção do hospital abriu uma sindicância para identificar o responsável pelo atendimento à gestante, assim como a Superintendência Materno Infantil do órgão, e promete esclarecer o caso e punir os responsáveis em até três semanas. O assunto também será apreciado pela Comissão de Ética do Hospital Miguel Couto.