O prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, pediu rigor nas apurações do caso da grávida que teria perdido o bebê após ter sido encaminhada por um médico do Hospital Miguel Couto, na zona sul do Rio, à Maternidade Municipal Fernanda Magalhães, na zona norte da cidade, por conta própria. Paes determinou a demissão dos profissionais envolvidos, caso as denúncias sejam comprovadas.
Segundo a denúncia, o plantonista teria escrito com uma caneta no braço da paciente o nome do hospital para onde ela deveria ir e o número de duas linhas de ônibus que poderia pegar.
Outras duas mulheres também teriam sido encaminhadas pelo mesmo médico à Maternidade Municipal Fernanda Magalhães e teriam ido de ônibus até o local. A denúncia foi feita por um médico da Maternidade que ficou indignado com o ocorrido.
De acordo com o médico que fez a denúncia, a mulher teria dado entrada no Hospital Miguel Couto na última quinta-feira (2). Quando chegou na Maternidade, ela foi submetida a uma cesariana de emergência, mas o bebê já estava morto. A vítima continua internada, mas passa bem, no entanto, ainda não há previsão de alta.
A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil esclarece que a direção do Hospital Municipal Miguel Couto abriu sindicância para apurar de quem foi a responsabilidade do ato, assim como a Superintendência Materno Infantil. Além disso, uma carta foi enviada à Comissão de Ética do Hospital Miguel Couto. A Secretaria informou que no prazo máximo de três semanas, o caso será esclarecido e os responsáveis serão punidos.