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Domingo, 08 de NOVEMBRO de 2009

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09/07/2009 - 20h45

DEM vai pedir que MPF e TCU investiguem irregularidades no Senado

O líder do Democratas (DEM) no Senado, José Agripino (RN), defendeu nesta quinta-feira que seu partido siga o exemplo do PSDB e peça ao MPF (Ministério Público Federal) e ao TCU (Tribunal de Contas da União) que investiguem as denúncias de irregularidades que pesam contra senadores e servidores da Casa. Agripino fará a sugestão à bancada do DEM na próxima terça-feira (14).

O anúncio foi feito em Plenário, pouco após o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), declarar que vai solicitar que o MPF, o TCU e a Comissão de Ética do Senado apurem a denúncia de que recursos públicos repassados pela Petrobras à Fundação Sarney teriam sido desviados para firmas fantasmas e empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Segundo Agripino, a intervenção destes órgãos é uma maneira de garantir que as acusações sejam apuradas de forma isenta. O senador também comentou que não irá mais insistir para que Sarney deixe temporariamente o cargo. A razão, segundo ele, é que menos da metade dos senadores defendem de maneira explícita que Sarney se licencie.

Segundo reportagem publicada hoje no jornal "O Estado de S. Paulo", ao menos R$ 500 mil dos recursos repassados pela Petrobras para patrocinar um projeto cultural da Fundação Sarney teriam sido desviados para empresas fantasmas e empresas da família do senador peemedebista José Sarney (AP). O dinheiro teria ido parar em contas de empresas com endereços fictícios e contas paralelas. O projeto nunca saiu do papel.

Reportagem publicada na edição de hoje da Folha informa que a Fundação José Sarney em São Luís (MA) tem como principal atração para o público, em vez de livros e o museu, uma festa julina idealizada pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). A fundação recebeu R$ 1,34 milhão da Petrobras entre o fim de 2005 e setembro passado para preservação de seu acervo.

Outro lado

O presidente da Fundação José Sarney, José Carlos Sousa e Silva, chamou de "leviana" as denúncias de que a fundação teria desviado R$ 500 mil da Petrobras para empresas fantasmas ligadas a família do peemedebista. Silva negou, em nota nesta quinta-feira, que as empresas sejam de fachadas e sustentou que fez 'correta aplicação dos recursos'.

O presidente da fundação afirma que a Petrobras acompanhou a execução do projeto cultural que foi patrocinado pela Lei Rouanet.

"É, no mínimo, leviana a informação de que a Fundação 'dá verba da Petrobras a empresas fantasmas'. O ato leviano fica claro quando se constata que todas as empresas são legalmente constituídas, têm CNPJ e endereços regulares e foram remuneradas em função dos trabalhos efetivamente prestados e comprovados", diz a nota.

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