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09/10/2009 - 20h43

Bancários do Banco do Brasil encerram greve; Caixa Econômica Federal segue paralisada

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Os bancários do Banco do Brasil (BB) em Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, e nos Estados de Pernambuco, Ceará, Piauí e Sergipe, decidiram em assembleias nesta sexta-feira (9) encerrar a paralisação que já durava 16 dias. Ontem os funcionários do BB em São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Mato Grosso, Pará, entre outros já haviam aceitado a proposta de reajuste salarial apresentada pelo banco, assim como os funcionários de bancos privados das principais capitais do país. As informações são da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

Bancários das principais capitais encerram greve

Após 15 dias de greve, os bancários das principais capitais do país resolveram aceitar a nova proposta salarial oferecida pela Fenaban e encerrar a paralisação na noite de quinta-feira (8)


Porém, os bancários da Caixa Econômica Federal, além do Banco do Nordeste do Brasil, Banco da Amazônia e Banco do Estado de Sergipe decidiram, em assembleias realizadas nesta sexta-feira, seguir em greve depois de recusarem a proposta salarial específica.

A proposta da Fenaban foi apresentada nesta quarta-feira ao Comando Nacional dos Bancários, que levou como indicação aos sindicatos estaduais a saída da greve e aceitação da proposta. A proposta de reajuste salarial era de 6%. Na primeira reunião de negociação, a federação tinha oferecido reajuste de 4,5%.

Além do reajuste, a Fenaban manteve o teto de distribuição do PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) em 2% do lucro líquido dos bancos aos funcionários e teto de R$ 2.100.

Inicialmente, os bancários pediram reajuste de 10%, além de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) composta por três salários mais valor fixo de R$ 3.850. A proposta da Fenaban previa pagamento de 1,5 salário, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco. Os trabalhadores pediam também proteção ao emprego, mais contratações, além do "fim do assédio moral e das metas abusivas".

Segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), mais de 35% das quase 20 mil agências bancárias e postos de trabalho ficaram fechadas no último dia de paralisação, percentual três vezes maior em comparação ao início da greve.

Contas
A paralisação das agências não altera as datas de vencimento de contas e dívidas. A Fenaban orienta a população a procurar casas lotéricas, supermercados, farmácias, ou pagar as contas pela internet ou pelo telefone.

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