A Polícia Civil prendeu na tarde de quarta-feira (4), em Ourinhos (a 378 km de São Paulo), o suspeito de ter matado uma secretária de 42 anos. O suspeito é ex-namorado da vítima, que estava desaparecida desde a noite de 20 de outubro.
O homem foi preso por volta das 4h de ontem. Ele estava escondido na casa da mãe dele e confessou o homicídio, segundo a polícia. O suspeito estava acompanhado da mulher e de dois filhos.
A secretária saiu de carro da sua casa no Jabaquara, na zona sul de São Paulo, após receber um telefonema suspeito. Ela morava com familiares e avisou a mãe que retornaria logo, mas não voltou.
Após uma denúncia no dia 21 de outubro, foi encontrado o corpo de uma mulher carbonizado em um matagal na estrada de Santa Inês, em Mairiporã (na Grande SP). A vítima foi reconhecida através de um anel que usava na mão.
O corpo da secretária foi enterrado como indigente no cemitério de Franco da Rocha (na Grande São Paulo). A família fará a exumação e deve enterrá-lo em um outro local.
Com a quebra de sigilo telefônico do celular da vítima, a polícia identificou o telefone do suspeito e descobriu que o auxiliar de monitoramento de 24 anos, estava na casa da mãe, no Jardim Josefina, em Ourinhos. Os policiais encontraram o celular e carro da vítima com ele.
O suspeito contou que conheceu a secretária há dois anos em um site de relacionamento e tiveram um relacionamento amoroso. No último mês, eles voltaram a se falar por telefone com mais frequência. O celular utilizado nas ligações para a mulher havia sido encontrado em um ônibus, quando o ele trabalhava como cobrador.
Ele disse à polícia que estrangulou a mulher durante uma discussão na zona sul de São Paulo, colocou o corpo no banco do passageiro do carro dela e fugiu em direção à Mairiporã, onde colocou fogo no corpo da vítima.
A polícia acredita que a morte pode ter ocorrido por dinheiro. A secretária havia sido demitida de uma faculdade onde trabalhava e receberia uma boa quantia em dinheiro.