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Quarta-feira, 1 de outubro de 2014

BOL Notícias

Ciclone pode cruzar Sul do Brasil com ventos de mais de 80 km/h neste fim de semana

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Um ciclone deve se formar no centro-sul da América do Sul e chegar ao Brasil pela fronteira com o Paraguai nessa sexta-feira (11), segundo previsão do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe). O fenômeno deve se formar em razão da existência uma área de baixa pressão na região.

Caso realmente ocorra, o ciclone deverá atravessar a região Sul e chegar no domingo de manhã ao litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. "O fenômeno pode provocar ventos de mais de 80 km/h", diz Luiz Kondraski, meteorologista do Cptec.

O ciclone pode também provocar chuvas intensas na região Sul e no interior de São Paulo. O meteorologista, contudo, lembra que é "apenas uma previsão". O Cptec afirma que irá monitorar os ventos na região Sul nas próximas horas.

Por conta das chuvas e dos ventos que atingiram o Sul e o Sudeste do Brasil, cerca de 35 mil pessoas ainda estão fora de casa nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, entre desabrigados (acomodados em casas de amigos e parentes) e desalojados (encaminhados a abrigos públicos). Ao menos 26 pessoas morreram desde o começo de dezembro: 23 em São Paulo, duas em Minas Gerais e uma no Espírito Santo, onde também há uma pessoa desaparecida.

No Rio Grande Sul, 25 municípios decretaram situação de emergência só no mês de dezembro. Há, no Estado, 3.811 desabrigados e 6.322 desalojados. No mês passado, ao menos oito pessoas morreram vítimas da chuva. Já em Minas são 7.559 desalojados e 959 desabrigados, segundo dados da Defesa Civil Estadual.

Em São Paulo, desde o começo do mês, 14 pessoas ficaram feridas e mais de 3.200 famílias tiveram de deixar suas casas em 35 municípios. Três cidades continuam em estado de emergência: São Luiz do Paraitinga, na região de São José dos Campos; Caieiras, na Grande São Paulo; e Manduri, na região de Sorocaba.

Ainda em consequência do solo encharcado, na madrugada de hoje parte de uma encosta caiu na avenida Raimundo Pereira de Magalhães, uma das principais vias de acesso do bairro de Pirituba, na zona noroeste da cidade, que desemboca na marginal Tietê. Terra, vegetação e uma rocha encobriram parte da pista no sentido bairro-centro, na altura do número 7.000, causando transtornos aos moradores da região.

Bairros continuam alagados em São Paulo

  • Adriano Vaccari/Futura Press

    Mais de 48 horas depois do temporal que atingiu São Paulo na terça-feira (8), dois bairros continuam alagados na capital paulista: o Jardim Romano (foto) e a Vila Itaim, na zona leste


Interditada desde a madrugada de terça, quando o solo cedeu durante a chuva, a SP-421, na região de Marília, foi liberada ao tráfego na manhã desta quinta, segundo a Polícia Rodoviária Estadual. A Mogi-Bertioga permanece totalmente interditada na altura do km 89,1 - na região de Bertioga (litoral paulista) - devido a uma queda de barreira, e a expectativa é que a liberação ocorra na próxima semana.

De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), o volume acumulado de chuvas desde o início de dezembro é de 143,1 mm. Só na terça-feira (8), choveu na cidade 75,8 mm, o correspondente a 37,7% da média prevista para todo o mês de dezembro, que é de 201,0 mm. Foi o segundo maior volume, dos últimos dez anos, só superado pela marca registrada em 24 de maio de 2005, com 76,2 mm.

10 ruas da zona leste continuam alagadas
Mais de dois dias após a tempestade que parou São Paulo, dez ruas da zona leste permanecem alagadas. Todas estão localizadas no Jardim Helena, que fica na região do Itaim Paulista, extremo leste da capital. Segundo informações do CGE, a região foi a única da capital em que a água não baixou.

O coordenador-geral da Defesa Civil, Jair Paca de Lima, está percorrendo a região. Equipes da Defesa Civil de vários bairros da zona leste, engenheiros e bombeiros estão no local orientando e prestando assistência às famílias atingidas. Para evitar o contágio de doenças, como a leptospirose, as famílias estão sendo vacinadas. Botes estão sendo utilizados para transportar os atingidos.

De acordo com a Defesa Civil, em toda a capital 413 residências foram interditadas e 892 famílias atendidas por técnicos da assistência social. Equipes permanecem de prontidão também na região de M' Boi Mirim, São Mateus e Vila Prudente. Há 267 pessoas desalojadas (encaminhadas a alojamentos ou abrigos) e 625 desalojados.

Conhecida como Pantanal, a região alagada foi ocupada irregularmente por famílias de baixa renda. O local fica às margens do rio Tietê e próximo a lagoas.

Locais alagados
Avenida Diogo da Costa Tavares - altura do nº. 693 - Sentido único
Rua Capachos - altura do nº. 10 - Nos dois sentidos
Rua João Barbosa Rabelo - altura do nº. 10 - Nos dois sentidos
Rua Manuel Feliz de Lima - altura do nº. 100 - Nos dois sentidos
Rua Cachoeira Cairuguaçu - altura do nº. 82 - Nos dois sentidos
Rua André Furtado de Mendonça - altura do nº. 151 - Nos dois sentidos
Rua Rio do Sono - altura do nº. 147 - Nos dois sentidos
Rua Aramaçã - altura do nº. 168 - Nos dois sentidos
Rua Ambuã - altura do nº. 76 - Nos dois sentidos
Rua Clemente Martins de Mato - altura do nº. 441 - Nos dois sentidos

Local dos alagamentos

  • Reprodução/UOL Mapas
  • Reprodução/UOL Mapas

    A região das ruas alagadas fica no extremo leste da capital



*Com informações da Agência Brasil e da Folha Online
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