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Quinta-feira, 23 de outubro de 2014

BOL Notícias

Em ginásio de Teresópolis, Detran emite nova carteira de identidade para vítimas da chuva

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Uma equipe do Detran (Departamento de Trânsito) instalou-se no ginásio Pedro Jahara (''Pedrão''), em Teresópolis,para tirar a 2ª via da carteira de identidade das vítimas das chuvas que perderam seus documentos. Segundo comunicado da prefeitura, não é necessário levar foto: basta ir ao local e fazer a solicitação. A população prejudicada com as chuvas também está isenta de pagar a taxa de emissão da carteira, que fica pronta entre um e quatro dias. O atendimento tem início às 9h.

Diversas famílias estão abrigadas no estádio, para onde também são encaminhadas as doações (veja aqui como ajudar). Entre os itens mais pedidos pela prefeitura de Petrópolis, Nova Friburgo e pela Defesa Civil de Teresópolis estão velas e produtos de higiene pessoal (pasta de dente, escova de dente, xampu, sabonete, absorvente e fraldas descartáveis).

As prioridades de Petrópolis são mantimentos, material de limpeza, objetos de higiene pessoal, lençóis e roupa de cama. A cidade recebeu gratuitamente mais de 1,5 milhão de litros de água no sábado (15) e afirma que o abastecimento está praticamente normalizado. Nova Friburgo pede, principalmente, água e vela. Também são necessárias roupas íntimas, talheres, pão de forma, produtos de higiene pessoal e fósforo. Sumidouro pede alimentos não perecíveis, produtos de limpeza e higiene pessoal, papel higiênico, roupa de cama, toalha, cobertor, travesseiro, biscoito e achocolatado.

Em Teresópolis, os itens de mais necessidade são produtos de higiene pessoal (incluindo fralda descartável e geriátrica), vela, fósforo e roupas íntimas. Rudimar Caberlon, secretário municipal de Ação Social de Teresópolis, também pediu que a população mantenha as doações de alimentos. “Precisamos de arroz, feijão, farinha, óleo, sal, macarrão e outros alimentos não perecíveis.” Ele também pediu mobília, eletrodomésticos e demais utensílios para os desabrigados.

Petrópolis e Nova Friburgo informam que já não precisam mais de roupas. “O número de roupas doadas já ultrapassa a necessidade dos moradores afetados pelas chuvas na região de Itaipava”, informou a prefeitura de Petrópolis em comunicado.

Além da doação de produtos, Nova Friburgo também conta com a colaboração dos próprios moradores da cidade, que estão empenhados em ajudar aqueles que foram gravemente feridos pelos deslizamentos de terra e pelas enxurradas que destruíram o município. Uma longa fila se formou no hemocentro montado pela Secretaria Estadual de Saúde de Defesa Civil na região do centro e teve gente que esperou até 3 horas para doar sangue.

A tragédia causou o esvaziamento de Nova Friburgo, pois muitos têm pavor de ficar na cidade com maior número de mortos na calamidade que é registrada como um dos maiores desastres naturais do país. Os ônibus de Nova Friburgo em direção ao Rio saem a toda hora. A frota é de Niterói: os que estavam na serra fluminense estão enlameados ou avariados.

Balanço

O número de mortes causadas pelas chuvas no Rio já passa de 615, segundo informações das defesas civis e das prefeituras deste domingo.  O governador do Rio, Sérgio Cabral, decretou luto oficial de sete dias pelas vítimas – o decreto entrará em vigor na segunda-feira (17), quando será publicado no “Diário Oficial”. A presidente da República, Dilma Rousseff, decretou luto oficial de três dias, a partir de sexta-feira (14). Em comunicado, ela afirmou que o luto é "pelas vítimas dos temporais que assolaram vários municípios do Brasil, principalmente da região serrana do estado do Rio de Janeiro".

Sérgio Cabral presenciou a queda de uma barreira durante a ida para Nova Friburgo, no Rio, no sábado. “Faço um apelo porque vi, in loco [a queda]: que ninguém use a RJ 116, porque acabou de acontecer uma queda de barreira. É algo muito sério, muito grave, está interditado”, afirmou, ao chegar em Nova Friburgo, onde fortes chuvas voltaram a alagar as ruas da cidade.

O governador disse que sentiu na pele a tensão que vivem os moradores da região. “Não vivi a mesma coisa porque graças a Deus estou vivo e não perdi nenhum parente nessa tragédia.  Mas efetivamente vivi o pânico”, contou. O governador visitou a cidade para ver os estragos e também o hospital de campanha da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, montado no local.

Cidades com registro de mortes por conta da chuva

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