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Segunda-feira, 28 de julho de 2014

BOL Notícias

Índio atacado em acampamento de Mato Grosso do Sul pode estar vivo, diz Policia Federal

Celso Bejarano
Do UOL Notícias, em Campo Grande

O cacique indígena Nísio Gomes, 59, que teria sido morto a tiros num acampamento entre as cidades de Amambaí e Aral Moreira (MS), fronteira com o Paraguai, na manhã da última sexta-feira (18), pode estar vivo, disse ao UOL Notícias a Polícia Federal, por meio da assessoria de imprensa.

A assessoria informou ainda que a PF já sabe que o acampamento Guaiviry, ocupado desde o dia 1º deste mês por ao menos 60 índios guarani-caiová, foi atacado por sete homens que usavam armas com munições não letais, no caso, de borracha. Não confirmou, porém, se já prendeu alguém até agora.

No local, os policiais acharam seis munições deflagradas e duas intactas. Os agressores ocupavam três caminhonetes no dia do ataque. Ainda segundo a assessoria, que está em Ponta Porã, onde testemunhas são ouvidas na manhã desta terça-feira, durante a investida dos agressores, três índios foram feridos, um deles o cacique.

Nísio Gomes teria sido baleado e, vivo, arrastado até a carroceria de um dos veículos. Ao contrário do depoimento de um dos filhos de Gomes, apenas o cacique está desaparecido.  “É possível acharmos o cacique vivo, isso é uma possibilidade”, informou a PF.

Em declarações dadas à Polícia Federal, o filho do cacique disse ter visto dois adolescentes e uma criança sendo levada do acampamento junto com o cacique. O caiová disse ainda que o acampamento teria sido invadido por ao menos 40 homens armados.

Depois do ataque, juntaram ao menos 120 índios no acampamento. Os índios disputam uma área de 20 mil hectares no local do ataque. A área motiva estudo da Funai, ainda não concluído.

Nesta manhã a PF e uma equipe da Força Nacional tentam coletar mais materiais para ajudar na investigação.

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