
12/02/2012 - 12h53 | do UOL Notícias
Carolina Gonçalves
Da Agência Brasil, no Rio
Atualizado em: 12/02/2012 - 13h22
Mesmo com a presença de poucos bombeiros e policiais militares, os grevistas mantiveram o ato de repúdio às prisões de militares acusados de incitar o movimento no Rio de Janeiro e reafirmaram que a paralisação, iniciada após assembleia conjunta na noite da última quinta-feira, continua. A manifestação começou com uma hora de atraso, na manhã deste domingo, em Copacabana, zona sul do Rio, e foi encerrada por volta das 13h.
O sargento Paulo Nascimento, um dos líderes dos bombeiros, garantiu que, pela categoria, a greve deve continuar. “Nossa preocupação é manter a greve dentro da normalidade. Estamos com mais de 30% dos atendimentos sendo feitos”, disse.
Pelo lado da Polícia Militar, o movimento também deverá ser mantido. O sargento Sandro Barbeiro Costa defendeu a continuidade da greve desde que seja garantido o atendimento à população. “A PM mantém o movimento pacífico desde o início e hoje pede o fim das prisões arbitrárias. Não entendemos o porquê de as prisões serem feitas em um complexo penitenciário.”
Cristiane Daciolo, mulher do cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo, preso desde a noite de quarta-feira (8) no presídio de segurança máxima Bangu 1, disse que amanhã (13) terá um posicionamento da Defensoria Pública do Estado sobre a transferência do marido para um presídio militar.
Segundo ela, dois pedidos de habeas corpus já foram negados e, se não tiver um retorno positivo da defensoria, vai busca apoio do governo federal, em Brasília. “[Dependo da resposta] Na terça-feira, estarei em Brasília com um grupo de mulheres de militares.”
Cristiane disse que o marido está há cinco dias em greve de fome e garantiu que não há qualquer movimento político por parte do cabo Daciolo e de outros bombeiros para deflagrar uma manifestação contra o governo local.
Ela também descartou que o movimento tenha sido enfraquecido com a saída, ontem (11), da Polícia Civil. “Estamos nesta luta há nove meses, sem a Polícia Civil e sem a Polícia Militar. Os bombeiros vem lutando sozinhos e não vamos parar.”
Entre as principais reivindicações dos militares, estão o estabelecimento de um piso salarial de R$ 3,5 mil e a libertação do cabo Daciolo.
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