
12/06/2012 - 15h53 | da Folha.com
DE SÃO PAULO
A bacharel em direito e ex-garota de programa Elize Matsunaga, 30, se descrevia como uma "loirinha muito carinhosa" em um anúncio de um site de acompanhantes. Ela deixou a profissão após conhecer Marcos Matsunaga, herdeiro da Yoki Alimentos, vendida recentemente para um grupo norte-americano por R$ 1,75 bilhão.
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Elize está presa desde a semana passada e já confessou à polícia ter matado e esquartejado o marido. O crime ocorreu no dia 19 de maio, e jogou pedaços do corpo no dia seguinte em uma estrada de terra em Cotia (Grande São Paulo).
No anúncio da internet, já retirado do ar, Elize se identifica com o nome de Kelly, diz pesar 50 kg e usar manequim número 36. De lingerie, ela diz que o cliente "não vai se arrepender".
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| Anúncio de Elize Matsunaga em um site de garotas de programa; ela dizia ser uma "loirinha muito carinhosa" |
O anúncio ficou no ar ao menos até março de 2005, quando Elize dizia ter 19 anos -- na verdade tinha 23. Ela casou com o executivo há cerca dois anos.
TRAIÇÃO
O assassinato do executivo ocorreu na noite em que Elize voltou de uma viagem ao Paraná com a filha e a babá. Nos três dias em que ela esteve viajando, um detetive particular seguiu Matsunaga e o flagrou com uma garota de programa conhecida como Natália.
Em depoimento, ela afirmou que mantinha um relacionamento com o executivo desde o início do ano e que ele tinha lhe dado de presente um carro, apesar de ela não saber dirigir.
Elize disse aos policiais que matou o marido após uma briga em que revelou para ele que havia contratado o detetive. Ela diz ter sido xingada e agredida, quando decidiu pegar uma pistola que havia ganhado dele e atirar em sua cabeça.
Apór matar Matsunaga, ela arrastou o corpo para o banheiro de um dos quartos do apartamento onde moravam, na Vila Leopoldina (zona oeste), esperou cerca de dez horas e começou a cortá-lo com uma faca.
Elize contou que demorou quatro horas para esquartejar o marido e que esperou para começar para evitar muito sangramento.
A filha do casal, de um ano, estava no apartamento na hora do crime. A família do executivo disse que não vai disputar a guarda da criança.
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