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Domingo, 23 de novembro de 2014

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Prefeito de Manaus decide cortar o salário da primeira-dama

KÁTIA BRASIL
DE MANAUS

O novo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), decidiu cortar o pagamento de salário da primeira-dama, que assumiu a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.

A primeira-dama Goreth do Carmo Ribeiro deixará de receber o subsídio mensal de R$ 14 mil.

Virgílio disse à Folha que decidiu cancelar o salário da mulher por "motivos éticos", pois prometeu durante a campanha eleitoral não empregar parentes.

"A esposa do prefeito prestará serviço na secretaria mas não será remunerada, não se caracterizando nepotismo", afirmou ele.

O tucano promete ainda recuar no aumento do próprio salário, no do vice-prefeito e no dos secretários municipais. O objetivo, diz, é reduzir custos diante do deficit orçamentário da prefeitura.

O reajuste no salário do prefeito foi aprovado no fim de dezembro pela Câmara Municipal, ocasião em que os vereadores decidiram, em regime de urgência, aumentar também os próprios salários, de R$ 18 mil para R$ 24 mil.

Virgílio disse que enviará à Câmara projeto para manter os salários do Executivo. O prefeito ganha hoje o mesmo que os vereadores.

Ele diz temer que o reajuste leve a um efeito cascata nos salários dos servidores municipais. "Como poderei negar reajuste a eles e convencê-los de que é hora de austeridade se me dou ao direito de ter reajuste de mais de 30% em meus vencimentos?"

Procurada pela reportagem, a primeira-dama Maria Goreth do Carmo Ribeiro não se manifestou sobre o corte no seu salário.

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