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Segunda-feira, 24 de novembro de 2014

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Golfinho faz sexo gay para não perder amigo; veja ranking de animais homossexuais

Há casos de homossexualidade por quase todo o reino animal. Desde o livro "Biological Exuberance", publicado em 1999 pelo zoólogo canadense Bruce Bagemihl, o estudo desse tipo de comportamento ganhou projeção dentro das universidades.

Os cientistas tentam achar explicações biológicas para isso. À primeira vista, sexo gay pode parecer sem sentido em termos evolutivos. Afinal, trata-se de gastar energia em um comportamento que não leva à reprodução e que, por isso, deveria ter sido eliminado pela seleção natural -- gays não deixam descendentes, afinal.

Veja o ranking em fotos

Se, por um lado, a homossexualidade exclusiva ainda se mantém misteriosa por esse motivo, os cientistas reuniriam uma série de explicações para o comportamento gay ocasional. Entre os animais, alguns utilizam o recurso para fortalecer alianças, por exemplo. Há também casos em que sexo entre machos reforça a dominação e situações em que sexo entre fêmeas cria vínculos que ajudam a criar os filhotes (como entre as albatrozes-de-laysan, do Pacífico Norte). Entre os animais, a homossexualidade ocasional, portanto, traz vantagens evolutivas, dizem os pesquisadores.

A Folha listou algumas das espécies notoriamente adeptas de interações entre indivíduos do mesmo sexo. Veja o que os biólogos já sabem sobre cada uma.

QUINTO LUGAR: PEIXES-MEXERICA (Etroplus maculatus)

Divulgação
Peixes-mexerica em aquário
Peixes-mexerica em aquário



Esse pequeno peixe laranja, original de algumas regiões da Ásia mas hoje facilmente encontrado em lojas e aquários pelo mundo, é bissexual porque não sabe diferenciar bem machos e fêmeas.

Não se trata, nesse caso, portanto, exatamente de uma adaptação evolutiva, mas do um fruto de uma limitação de reconhecimento da espécie.

Os dois sexos realmente são muito parecidos, e por isso aquaristas com frequência têm dificuldade para saber qual o sexo dos indivíduos que estão colocando juntos.

Entre os biólogos interessados no assunto, a espécie ficou famosa famosa pela semelhança entre machos e fêmeas -- entre os peixe-mexerica, portanto, ninguém é de ninguém.

QUARTO LUGAR: CISNES-NEGROS (Cygnus atratus)

Divulgação
Cisnes-negros
Cisnes-negros passeiam em lago



O cisne-negro macho, além de bastante monogâmico, é gay com frequência. Cerca de 25% deles escolhem outros machos para serem seus parceiros, e os animais ficam anos e anos juntos.

Casais gays, claro, têm um problema reprodutivo sério. Por isso, membros de casais de machos têm relações com fêmeas. Mas, assim que ela põe os ovos, os dois machos colocam a coitada para correr e, cheios de amor, cuidam juntos dos ovos. Em outros casos, os animais simplesmente roubam os ninhos de casais heterossexuais e adotam os seus ovos.

Os cientistas suspeitam que, quando os dois cisnes gays somam as suas forças, conseguem defender melhor seu território, mesmo em comparação com casais héteros. Resultado disso é que, em média, "filhos" de casais gays têm mais chances de sobreviver.

TERCEIRO LUGAR: GOLFINHOS (Tursiops truncatus)

Divulgação
Golfinhos
Golfinhos-nariz-de-garrafa brincam juntos



O golfinho-comum, também conhecido como golfinho-nariz-de-garrafa, ficou famoso por causa do Flipper, da série de televisão. Os telespectadores não tinham ideia, porém, das coisas que o simpático golfinho fazia quando as câmeras estavam desligadas.

Isso porque, em média, esses animais mantêm o mesmo número de relações hétero e homossexuais -- a grande maioria dos indivíduos é bissexual, e alguns passam por longos períodos de exclusividade homossexual. O tal nariz de garrafa é utilizado para estimular a área genital dos colegas.

Duradouras alianças têm interações homossexuais como alicerce. A amizade, portanto, é fortelecida com carícias entre diferentes machos, por exemplo.

SEGUNDO LUGAR: BISÕES AMERICANOS (Bison bison)

Associated Press
Bisões americanos
Bisões americanos na América do Norte



Se os outros animais fazem sexo homossexual por amizade ou carinho, os bisões americanos fazem por um motivo, digamos, mais macho: montam nos seus pares para reforçar a hierarquia. Entre eles, concluíram os cientistas, sexo anal está altamente relacionado à dominação. Os bisões-alfa, portanto, não perdoam os colegas com menos status.

Um animal monta no outro com agressividade. Como eles podem chegar a dois metros de altura e quase uma tonelada, há bastante brutalidade na cena. Interações entre as fêmeas, porém, são mais raras.

Outro fator que estimula o comportamento homossexual na espécie, de acordo com Bagemihl, é a falta de opção. Se o acesso às fêmeas é difícil (e elas só estão disponíveis para o acasalamento uma vez por ano), sobra para um outro macho desprevenido que estiver por perto. Com menor frequência, há casos homossexuais registrados na literatura entre bovinos domesticados, que são primos dos bisões.

PRIMEIRO LUGAR: BONOBOS (Pan paniscus)

Divulgação
Bonobos
Bonobos na República Democrática do Congo



O primeiro lugar vai para os bonobos porque esses animais levam a ideia de amor livre a sério. Exceto pelas substâncias alucinógenas e pela trilha sonora de The Who, eles fazem das terras onde vivem, na República Democrática do Congo, uma espécie de Woodstock animal -- muito pouco agressivos, os bonobos, não à toa, são conhecidos como "macacos hippies".

Sexo é parte da vida dos bonobos como em nenhuma outra espécie de primatas. Eles fazem sexo para resolver conflitos, para pedir desculpas, como forma de congratulação e, claro, na maioria das vezes só por prazer mesmo. Nas palavras do grande primatologista Frans de Waal, os bonobos fazem tanto sexo que uma hora até cansa ficar observando seu comportamento.

Tanto os machos quanto as fêmeas se envolvem em sexo homossexual, mas elas se destacam. Passam boa parte do dia se estimulando, e sexo oral é extremamente comum. Com um clitóris bem maior do que a das humanas, atingem o orgasmo com extrema facilidade. E não perdem uma oportunidade: "Uma fêmea pulou nos meus ombos, envolveu minha cabeça nos seus braços e tentou puxá-la para o seu clitóris. Eu não deixei", diz Vanessa Woods, cientista que trabalhou com a espécie.

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