Busca BOL

Segunda-feira, 22 de setembro de 2014

BOL Notícias

'A vagina não é bonita, dá para ficar melhor', diz modelo que fez cirurgia íntima

Cacau Oliver/Divulgação

Em homenagem ao dia internacional do beijo, Andressa Urach, bailarina do Latino, lança ensaio sensual

IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO

Na família da psicóloga Júlia, 27, todas as mulheres têm os pequenos lábios desenvolvidos demais, mas só ela se incomodou a ponto de fazer a cirurgia para diminuí-los.

Cirurgia plástica íntima é mania mundial que preocupa ginecologistas
Excesso de plásticas inspira mural da diversidade genital
Riscos da cirurgia íntima incluem redução da sensibilidade

"Eu sempre gostei de esporte, corro, ando de bicicleta, frequento academia. Além de me sentir estranha porque os meus [lábios vaginais] eram diferentes, isso começou a incomodar na hora de vestir uma calça mais justa."

Há dois meses, ela aproveitou a ocasião de colocar um implante nos seios para retirar o que considerava excessivo em sua vagina.
Foi mais ou menos na mesma época em que foi morar junto com o namorado.

"Quando eu vim com essa história de cirurgia ele disse que não precisava, mas respeitou a minha decisão."

Para Júlia, o problema não tinha relação com a vida sexual. "Foi mais para meu conforto mesmo, para colocar uma roupa de ginástica numa boa. Tanto que, para mim, no pós-operatório foi mais difícil ficar sem malhar do que sem poder transar."

A modelo Andressa Urach, 24, tem opinião contrária: "A 'quarentena' [de sexo] foi a pior parte da cirurgia".

 

 

Mas Andressa diz que adorou o resultado da intervenção que a deixou com menos de 0,5 cm de lábios internos. "Nos primeiros dias incomodou bastante, inchou, foi desconfortável para fazer xixi. Mas agora está linda, ficou novinha, sabe?", diz.

A modelo assume que só fez a operação por causa do resultado estético. "Meus lábios não eram grandes a ponto de me deixar constrangida. Não atrapalhava no sexo, não incomodava. Mas [a vagina] não é um órgão muito bonito. Dá para ficar melhor."

A mudança estética representou, para a cabeleireira Cristina, 32, uma melhora também na vida sexual.

"Tenho menos vergonha na hora de transar, não precisa ser de luz apagada, tudo fica melhor."

Com menos de dois meses de pós-operatório, Cristina ainda precisa ir devagar na exploração dos novos horizontes sexuais.

"Depois da operação o local fica mais sensível, tem que colocar um gelzinho para ajudar a penetração e tomar mais cuidado porque [a vagina] fica mais justinha."

E o namorado, gostou? "Ele disse que o resultado foi muito bom, que estava tudo ótimo. Mas, na verdade, acho que ele não se incomodava nem um pouco com o tamanho dos meus lábios. A incomodada era eu."

 

Publicidade

Emprego Certo

Procurar por emprego