Santiago do Chile, 5 jul (EFE).- O Governo chileno reconheceu
hoje sua preocupação com o aumento da inflação no país, depois que o
índice anualizado chegou a 9,5%, e os preços subiram 1,5% em junho,
a taxa mais alta para esse mês em 17 anos.
"Os dias vindouros não serão fáceis", afirmou o ministro da
Fazenda Andrés Velasco.
"A inflação atinge o bolso do povo, e principalmente o daqueles
que têm menos, e isso não é bom", reconheceu Velasco.
"Vamos ganhar a partida contra a inflação", afirmou o ministro.
O aumento da inflação no país se explica principalmente pela alta
nos preços do petróleo e também dos alimentos.
Velasco também esclareceu que não haverá novas medidas para
enfrentar a inflação, apesar do anúncio, feito na quinta-feira
passada, pelo ministro do Interior Edmundo Pérez Yoma.
"Estamos extraordinariamente preocupados, e tomaremos todas as
medidas para deter isto (a inflação)", disse então Pérez Yoma.
No entanto, Velasco especificou que o Governo de Michelle
Bachelet continuará trabalhando nas ajudas já propostas e entregues.
Em março, o Executivo anunciou uma série de medidas orientadas a
estimular a produção e o investimento, para enfrentar o entorno
econômico mais adverso.
Entre elas se destacam a diminuição do imposto específico sobre
os combustíveis durante dois anos, e a eliminação definitiva, para o
setor das pequenas e médias empresas, do tributo sobre timbres e
selos, que deve ser pago pelas empresas quando solicitam créditos.
Nos últimos meses, a economia chilena se desacelerou por causa
das perturbações internacionais, e no primeiro trimestre de 2008 o
aumento do Produto Interno Bruto (PIB) foi de apenas 3%.