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Domingo, 08 de NOVEMBRO de 2009

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02/07/2009 - 19h32

Consultas ao BNDES sobem 40% entre janeiro e maio

RIO - As consultas ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ganharam força nos cinco primeiros meses do ano e atingiram R$ 91,3 bilhões, uma alta de 40% frente a igual período do ano passado. A fase de consultas à instituição tinha sido a mais atingida pela crise internacional, refletindo as incertezas dos empresários a respeito do cenário econômico mundial.

O chefe do departamento de Orçamento do BNDES, Gabriel Visconti, ressaltou que a recuperação no volume de consultas já havia começado em abril. Em maio, o volume de consultas ao banco de fomento foi de R$ 12 bilhões.

"Houve uma recuperação em maio. Espero que junho também mostre que, passado o período mais conturbado, entramos na calmaria para a recuperação", destacou Visconti.

Já os desembolsos atingiram R$ 32,7 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, mesmo patamar obtido entre janeiro e maio do ano passado, enquanto as aprovações caíram 6% na mesma comparação, para R$ 39,6 bilhões. Os enquadramentos avançaram 45% no período, para R$ 83,4 bilhões.

Visconti acredita que o volume de desembolsos pode terminar o primeiro semestre com crescimento em relação aos seis primeiros meses do ano passado. Neste sentido, lembra que a queda de 6% nas aprovações - passo que antecede ao desembolso - nos primeiros cinco meses do ano representam um avanço em relação ao tombo de 20% observado no acumulado até abril.

"É possível que tenhamos um número melhor de desembolso (nos próximos meses)", afirmou Visconti.

No acumulado em 12 meses, o desembolso total subiu 17% em relação aos 12 meses anteriores, para R$ 92,2 bilhões, enquanto as aprovações avançaram 7%, para R$ 118,8 bilhões. Os enquadramentos foram de R$ 181 bilhões, alta de 40% e as consultas cresceram 43%, para R$ 201,9 bilhões.

Visconti lembrou que o resultado acumulado pelo banco em 12 meses reflete ainda um período pré-crise, de forte procura por recursos em um cenário de economia aquecida. Em relação aos desembolsos acumulados no período, o chefe de departamento de orçamento ressaltou que o banco de fomento não sofreu os efeitos da crise.

"A crise teve mais efeitos sobre as consultas, devido a algumas postergações de investimentos", frisou. O banco destacou ainda que de janeiro a maio houve desembolso de R$ 3,6 bilhões para pequenas e médias empresas, volume que equivale a aumento de 21% em relação a igual intervalo do ano passado.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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