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Sábado, 07 de NOVEMBRO de 2009

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03/07/2009 - 20h35

Pouco giro e fraca agenda sugerem dias conservadores, com a mesma estabilidade

SÃO PAULO - Com movimento mais fraco e sem acumular ganhos nos últimos dias, a bolsa brasileira encara pela frente uma semana mais curta, com feriado na quinta-feira (9) e poucas referências econômicas de peso.

Parecem faltar motivos para romper este período mais "de lado" do mercado, que se vê em mais uma encruzilhada. Cresce o número de estrategistas destacando um Brasil de economia sólida e bolsa atrativa, mas os estrangeiros não mostram mais o ímpeto pelas ações brasileiras que mostraram no início do segundo trimestre.

Menos fluxo

Esse relativo marasmo do mercado nos últimos dias vai muito desta ausência do investidor estrangeiro. No mês de junho, o fluxo de recursos externos na BM&F Bovespa ficou negativo em US$ 1,09 bilhão, mesmo com a oferta da VisaNet, que prometia resgatar o volume de volta.

Apesar dos números, ainda parecemos atrativos. "O Brasil permanece uma boa opção de investimentos, destacando-se entre emergentes e demais países ao longo da crise", diz o BB. Ou "continuamos considerando o mercado acionário brasileiro atrativo, principalmente para investidores com visão de longo prazo", pondera a Coinvalores.

Mais cautela

Este asterisco na afirmação da Coin, do longo prazo, reforça a tese de potencial limitado depois do rali do primeiro semestre. E quando o potencial começa a ser questionado, ponto para estratégias mais defensivas.

"Esperamos movimento mais conservador na bolsa, principalmente com a queda no ritmo de entrada de capital estrangeiro e com divulgações menos otimistas nas economias mais maduras", avalia a Coin.

Menos indicadores

Divulgações menos otimistas apareceram nos últimos dias, mas há pouco agendado para os próximos. As atenções devem se voltar para o balanço do Fed, que sai na quinta-feira (9) e para o índice de confiança do consumidor norte-americano da Universidade de Michigan, que sai na sexta e "pode ser destaque, principalmente se apresentar desempenho muito fora do esperado", acredita a Coin.

Por aqui, a GAP Asset Management lembra que os dados da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores) referentes ao mês de junho saem na segunda-feira, e podem fornecer novas pistas sobre a atividade industrial doméstica. Muito importante, ainda mais quando os rumos prometem ser influenciados pelas particularidades do noticiário corporativo.

Mais estabilidade

Sem grandes eventos programados, sem o fôlego do estrangeiro e com o saldo acumulado sugerindo potencial limitado, fica a sugestão por papéis "ainda 'atrasados na roda'", como diz o BB, que espera para julho um Ibovespa "sem tendência, mantendo a estabilidade".

Cotação

compravenda%
Dólar comercial 1,7171,719-0,17
Dólar paralelo 1,821,92+5,49
Dólar turismo 1,631,82-0,55
Fonte: Reuters Outras cotações

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