A empresa eletrônica japonesa Panasonic começou nesta quinta-feira a comprar mais de 50% das ações da Sanyo para transformá-la em sua subsidiária a um preço de 131 ienes por título, muito abaixo dos 216 ienes do preço de mercado.
Com este acordo, a Panasonic assegura que os investidores particulares não participarão de um trato fechado com os três principais acionistas de Sanyo: Goldman Sachs, Daiwa Securities e Sumitomo Mitsui.
Após esta operação, será criado o segundo maior fabricante de aparelhos elétricos e eletrônicos do Japão por vendas, muito perto do líder Hitachi e na frente de Sony.
A Oferta Pública de Ações culminará dia 7 de dezembro, segundo os planos de Panasonic, que teve que atrasar a fusão por problemas com as leis de concorrência, já que ambas multinacionais são líderes no setor das baterias de lítio.
Um ano após haver anunciado suas intenções, finalmente a Panasonic pode adquirir participações de Sanyo, uma vez que os reguladores de seus principais mercados deram o sinal verde à fusão.
A Panasonic e a Sanyo anunciaram seu projeto de fusão há um ano mas o processo se atrasou à espera dos organismos de concorrência de onze países se pronunciassem a respeito.
Em outubro, a Sanyo anunciou um plano para vender algumas de suas operações no setor das baterias com o objetivo de evitar as objeções dos organismos de concorrência, enquanto a Panasonic terá que reduzir sua participação em seus negócios com Toyota.
Os reguladores dos Estados Unidos tinham se oposto à oferta pública de ações por sua posição dominante, mas Panasonic considera que oficiosamente se chegou a um acordo, segundo o jornal local Nikkei.