As autoridades chinesas reafirmaram nesta quinta-feira as políticas de estímulo ao crescimento econômico do país, mesmo com a recuperação agora em ritmo sólido.
O diretor-assistente do Banco do Povo da China (banco central chinês), Guo Qingping, disse em um fórum financeiro que a instituição manterá sua política monetária "apropriadamente afrouxada" e assegurará uma quantia apropriada de liquidez no sistema bancário.
O vice-diretor da CNDR (Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, principal órgão de planejamento econômico do país), Chen Dongqi, afirmou que o PIB (Produto Interno Bruto) chinês vai crescer 10,5% em 2010, devido em boa parte à recuperação das exportações --que devem crescer 10%.
Segundo ele, a inflação deve acelerar no ano que vem, mas ficar abaixo de 3%. No fim do mês passado, a CNDR previu que a inflação na China será modesta no próximo ano, com uma alta de até 5% no índice de preços ao consumidor.
O economista-chefe da Agência Nacional de Estatísticas, Yao Jingyuan, afirmou em um evento que a China precisa manter "a consistência e a estabilidade" das políticas macroeconômicas, pelo menos por enquanto.
No terceiro trimestre o PIB (Produto Interno Bruto) da China cresceu 8,9%, ante 7,9% no segundo. Em seu relatório "World Economic Outlook" ("Perspectivas Econômicas Mundiais") mais recente, o FMI (Fundo Monetário Internacional) informou que a economia da China, que terá crescimento de 8,5% neste ano e 9% em 2010, é um dos principais fatores para o fim da recessão mundial, embora o crédito excessivo em seu território também seja um risco.