Gastos com transporte, habitação e saúde puxaram o custo de vida no município de São Paulo, segundo cálculo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
O chamado ICV (Índice de Custo de Vida) apontou inflação de 0,53% em outubro, ante 0,27% em setembro. No ano, a inflação acumulada é de 3,34%.
O aumento de 4,02% nos preços dos combustíveis foi a principal razão para alta de 1,59% nos gastos com Transportes. No caso da Habitação, grupo em que os preços subiram 0,62%, um dos fatores de pressão foram as despesas com locação, impostos e condomínio, que tiveram crescimento de 1,08%, pelos cálculos do Dieese.
Já no grupo Saúde, onde os preços subiram 0,59%, o fator de pressão foi custo da assistência médica, que ficou 0,80% mais caro no mês passado.
O Dieese apontou que os demais grupos de preços que compõem o ICV tiveram variações praticamente estáveis em outubro.
Renda
O Dieese também mostrou que o custo de vida subiu mais principalmente para as famílias com renda mais alta, dentro dos parâmetros da pesquisa. Considerando a cesta de consumo para famílias com renda média de R$ 2.792, a inflação medida foi de 0,60% em outubro, ante 0,27% em setembro.
Na outra ponta, caso de famílias com renda média de R$ 377,49, a inflação medida foi de 0,37% no mês passado ante 0,31% em setembro.
A diferença pode ser explicada principalmente pela estrutura de gastos de cada estrato de renda. No caso da família com maior poder aquisitivo, o impacto com transporte pesa bem mais no bolso, enquanto no caso do estrato de menor renda, o custo de vida sofreu impacto principalmente da alta de alimentos no período (variação de 0,15%, pelo índice geral).