A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registra perdas moderadas desde os primeiros negócios desta quinta-feira. O mercado deve avaliar uma nova bateria de indicadores econômicos dos EUA e balanços de empresas importantes, como Unilever e BNP Paribas. A taxa de câmbio bate R$ 1,72.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, recua 0,33%, aos 63.699 pontos. Ontem, a Bovespa fechou em alta de 2,03%.
O dólar comercial é negociado por R$ 1,728, estável sobre a cotação final de ontem.
A taxa de risco-país marca 228 pontos, número 0,43% abaixo da pontuação anterior.
E nas principais Bolsas asiáticas, os investidores se decepcionaram com o Federal Reserve (banco central dos EUA), que decidiu manter a taxa de juros desse país entre zero e 0,25%, sinalizando que vão permanecer nesse patamar por "um longo tempo". Uma fração dos analistas viu nessa decisão o indicativo de que a economia americana deve ter uma recuperação fraca e lenta. Dessa forma, a Bolsa do Japão fechou com declínio de 1,29%, enquanto a Bolsa de Hong Kong caiu 0,63%. Na Europa, a Bolsa de Londres cede 0,41% enquanto a Bolsa de Frankfurt perde 0,25%.
Entre as principais notícias do dia, a operadora de telefonia celular Vivo anunciou lucro líquido de R$ 340 milhões no terceiro trimestre, alta de 154% em relação ao lucro de R$ 133,9 milhões um ano antes.
O banco francês BNP Paribas informou um lucro de US$ 1,9 bilhão no trimestre, em um crescimento de 45% sobre o resultado do mesmo período em 2008.
Já a gigante dos bens de consumo Unilever comunicou queda de 35% no lucro do terceiro trimestre deste ano, para um resultado de US$ 1,65 bilhão.
O mercado aguarda para as próximas horas o boletim semanal do governo dos EUA, sobre a demanda pelos benefícios do auxílio-desemprego, um importante indicador sobre o mercado de trabalho americano. Também serão divulgados números mais atualizados sobre o custo da mão-de-obra e produtividade do trabalhador local, com dados relativos ao terceiro trimestre.
Internamente, o mercado financeiro deve monitorar os números sobre o setor industrial brasileiro, com destaque para o nível de utilização da capacidade instalada.