A confiança do consumidor brasileiro registrou leve elevação outubro, atingindo 136 pontos, contra 135 no mês anterior, segundo pesquisa da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). A alta, a sexta consecutiva, não foi suficiente para que o índice ultrapasse o nível de outubro de 2008, de 14 pontos.
O índice varia de zero a 200 pontos, sendo que acima de 100 pontos aponta otimismo e abaixo de 100 pontos, pessimismo.
De acordo com a nota da Associação, "os vários componentes da pesquisa sugerem que a percepção do consumidor quanto aos efeitos negativos da crise referente ao mercado de trabalho já passaram".
O percentual de consumidores que se sentem mais seguros no emprego chegou 36% em outubro, contra 28% que se dizem menos seguros, ou menos confiantes.
Além disso, o número de pessoas conhecidas dos entrevistados que perderam o emprego, que havia atingido o pico de 4,5 em julho, caiu para 3,7 pessoas em outubro, voltando ao mesmo patamar da época em que a crise internacional ainda não havia atingido o emprego no país.
Quanto ao futuro, as chances de perder o emprego nos próximos seis meses são muito pequenas para 35% dos entrevistados, contra 20% que acham que a possibilidade é grande. "Ou seja, o consumidor vai reforçando a percepção de que a alta do desemprego foi revertida", diz a nota.
Compras
A pesquisa mostra ainda que caiu o percentual de consumidores com receio de comprar eletrodomésticos, de 37% em setembro para 31%. Aqueles que se sentem mais à vontade para ir às compras ficaram em 43%, apresentando estabilidade.
Por regiões, Nordeste é a menos otimista com 115 pontos, e Norte e Centro-Oeste são as mais otimistas com 156 pontos. A região Sudeste tem 141 pontos e a Sul, 143 pontos.
Já em relação a classes sociais, a C é a mais otimista, com 149 pontos, seguida por A e B, com 128 pontos, e a D e E, com 124 pontos.
Considerando o cenário da região, a confiança do consumidor no futuro tende a ficar mais forte para 45% dos entrevistados, ante 12% que acha que poderá ficar fraca. Quanto à situação financeira pessoal, tende a melhorar para 59% dos entrevistados, enquanto apenas 9% acham que ficará pior.
A pesquisa nacional ACSP/Ipsos faz 1.000 entrevistas domiciliares por mês, em nove regiões metropolitanas e 70 cidades do interior brasileiro.