Libreville, 28 ago (Lusa) - O ministro moçambicano da Saúde, Paulo Ivo Garrido, afirmou à Agência Lusa que a educação das populações é via obrigatória no combate às ameaças ambientais e das suas conseqüências na saúde pública dos africanos.
Garrido é um dos representantes dos países africanos lusófonos presentes na primeira Conferência Interministerial sobre Saúde e Ambiente na África, que acontece desde terça-feira em Libreville, no Gabão.
Para o titular moçambicano da pasta da Saúde, a prevenção está obrigatoriamente interligada com a educação das populações.
"As pessoas freqüentemente tomam atitudes, adotam comportamentos que fazem mal à sua própria saúde, porque simplesmente desconhecem essas ligações entre os determinantes ambientais e a saúde. Por isso, temos que atribuir uma importância fundamental à educação das pessoas como parte do esforço para a prevenção", disse.
Apesar disso, Paulo Ivo Garrido admitiu que "ainda há muito por fazer" em seu país. "As mudanças levam tempo e exigem perseverança e paciência. Enfrentamos esta necessidade de trabalho continuado com naturalidade".
Para o ministro moçambicano, a conferência interministerial de Libreville, que pela primeira vez reúne ministros africanos da Saúde e do Meio Ambiente, é encarada com uma alavanca para uma coordenação intersetorial mais eficaz.
Ainda segundo Garrido, o objetivo é "a elaboração de planos conjuntos que permitam assim atenuar os efeitos negativos do ambiente na saúde dos moçambicanos".