A Pró-Reitoria de Graduação divulgou nesta sexta (3) o calendário de reposição de aulas para as unidades que foram paralisadas devido à greve de funcionários e professores. Segundo a reitoria, "somam até 17 os dias comprometidos pela paralisação".
As aulas e as atividades prejudicadas pela greve deverão ser repostas entre os dias 13 de julho a 7 de agosto. Com esse novo calendário, o segundo semestre vai começar em 10 de agosto - as unidades que não foram prejudicadas pela paralisação seguem com o prazo anterior, dia 3 de agosto.
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Greve na USP
Entidades que representam alunos e professores deflagaram greve no dia 5 de junho, um mês após o início da paralisação dos funcionários.
Já os estudantes da USP (Universidade de São Paulo) decidiram, em assembleia realizada na noite de terça-feira (30), manter a greve iniciada no dia 5 de junho.
De acordo com o DCE (Diretório Central dos Estudantes), a votação foi acirrada e definida por diferença de apenas três votos. Uma outra assembleia de universitários está marcada para o dia 14.
Pauta de reinvindicações frustrada
A Adusp, o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), mais os sindicatos de professores e funcionários da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) formam o Fórum das Seis.
Essa entidade tinha uma pauta de reivindicações unificada, cujos pontos principais eram o reajuste salarial de 16%, a incorporação de R$ 200 a todos os salários e a readmissão de Claudionor Brandão, ex-servidor, demitido por justa causa - cujo desligamento da USP é considerado pelo Fórum como político.
O movimento de greve não conseguiu avançar nas negociações com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e nenhuma das três pautas foi conquistada.
O ensino a distância no Estado, instituído pela Univesp, criticado pelo Fórum das Seis, foi reduzido devido a dificuldades de financiamento e de garantia de qualidade do ensino. Os docentes e funcionários conseguiram, com a greve, agendar para o segundo semestre um ciclo de debates sobre o programa.
*Com informações da USP