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Segunda-feira, 21 de MAIO de 2012

18/09/2007 - 18h12

Criador de Chaves e Chapolin nega suposta relação com o narcotráfico

México, 18 set (EFE).- O mexicano Roberto Gómez Bolaños,
intérprete dos famosos personagens Chaves e Chapolin, negou hoje ter
relação com o narcotráfico, em resposta a declarações feitas pelo
filho do ex-líder do cartel de Cali.

"Nunca estive ligado ao narcotráfico, em nenhuma de suas formas,
nem fui amigo pessoal de nenhum narcotraficante, nem participei de
negócios provenientes de tal indústria criminosa, nem direta nem
indiretamente", disse Bolaños em comunicado.

Fernando Rodríguez Mondragón, filho do ex-líder do cartel de Cali
Gilberto Rodríguez Orejuela e autor de um livro de publicação
próxima intitulado "El hijo del ajedrecista" ("O filho do
Enxadrista", em tradução livre), afirmou em entrevista a um jornal
colombiano que Bolaños e o cantor mexicano Juan Gabriel
participaram, e, inclusive, atuaram, em festas dadas por seu pai.

Bolaños esclareceu que nunca teve conhecimento de ter atuado para
narcotraficantes e sustentou que quando dá um espetáculo não
solicita aos presentes suas identificações, tampouco cartas de
recomendação ou antecedentes penais.

O ator e escritor mexicano afirmou que não pode assegurar que
todos os empresários que o contrataram ao longo de sua carreira
foram honoráveis, mas sim que não teve vínculos com personagens
obscuros.

"O que sim posso afirmar categoricamente é que não conheço as
pessoas citadas nesta nota jornalística, e que nunca estive
confraternizando com eles em alguma festa privada", acrescentou, com
relação à entrevista publicada pelo diário "El Tiempo".

"Se estiveram presentes em um show meu ou houve coincidência de
ordem física em algum lugar do mundo, e em qualquer data, foi sem
que eu tenha consciência disso e sem que haja envolvido classes de
relação pessoal ou profissional", comentou ainda "Chespirito".

O ator, um dos ícones da TV latino-americana, apontou que
trabalhou durante toda sua vida para ter o que tem, sempre de forma
honesta.

"Ninguém me presenteou nada e sou muito afortunado, porque conto
com o tesouro maior que qualquer artista sonha em ter: o carinho do
público, que sabe muito bem quem sou", explicou.

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