PARIS, 20 Ago 2008 (AFP) - O fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004) faria cem anos no dia 22 de agosto e, para comemorar a data, vários eventos foram organizados em Paris a fim de recordar o artista da imagem apelidado de "o olho do século".
A Fundação Henri Cartier-Bresson, criada em 2003 em Paris pelo fotógrafo, organiza a partir de setembro uma homenagem "adequada a um personagem que destestava as celebrações", segundo palavras de sua diretora, Agnes Sire.
A homenagem a um dos fotógrafos franceses mais conhecidos do mundo, considerado o "pai do fotojornalismo", começará com uma exposição, batizada "Henri Cartier-Bresson - Walker Evans", para recordar o trabalho que os dois experts desempenharam paralelamente nos Estados Unidos entre 1929 e 1947. A exposição ficará aberta ao público de 10 de setembro a 21 de dezembro.
O americano Walker Evans (1903-1975) faz parte, com André Kertesz e Eugene Atget, do número bem reduzido de fotógrafos que eram reconhecidos por seu trabalho, afirmou Sire. As 43 imagens selecionadas para a exposição foram feitas entre 1929 e 1943 nas grandes cidades americanas.
Além dessa mostra, serão realizadas duas conferências: em Cerisy-la-Salle (oeste), de 4 a 7 de outubro, e no Petit Palais de Paris, nos dias 14 e 15 de novembro. Vários especialistas e fotógrafos, entre eles Peter Galassi, curador do MoMa (Museum of Modern Art) de Nova York, e o fotógrafo francês Raymond Depardon, têm confirmada sua participação.
A editora Steidl, por sua vez, fica encarregada do lançamento do catálogo da exposição da Fundação, enquanto a Gallimard publicará o primeiro livro da coleção "Découvertes" consagrado a um fotógrafo, de autoria de Clément Chéroux, curador das exposições do Centro Pompidou.
Em 2003, uma retrospectiva da obra de Cartier-Bresson teve um enorme êxito na Biblioteca Nacional da França. O MoMa, onde Cartier-Bresson foi o primeiro fotógrafo a ter uma exposição -- como aconteceu no Louvre de Paris -- também prepara uma grande mostra de seus trabalhos para 2010.
Henri Cartier-Bresson, fotógrafo humanista, percorreu o mundo e co-fundou, em 1947, a agência Magnum.
Ajudante do cineasta Jean Renoir quando jovem, também fez documentários sobre a Guerra Civil espanhola e sobre os Estados Unidos.