São Paulo é a cidade brasileira com mais atrações e opções de diversão, cultura, entretenimento, flerte e sexo para gays, lésbicas e simpatizantes. Da maior Parada Gay do país a festas temáticas para nichos definidos de público, o
"Guia GLS São Paulo" (Publifolha) abre o variado leque de opções da cidade e oferece roteiro amplo para conhecê-la e aproveitá-la ao máximo.
De gay para gay, sem pudores nem rodeios, o guia descreve, analisa e comenta os clubes noturnos, as festas temáticas, os shows de humor com drag queens, as apresentações de gogo boys, as saunas e os demais locais de diversão e flerte na noite gay paulistana.
As informações incluem o tipo de música, o perfil do público frequentador, o ambiente e também o que se pode --ou não-- fazer em cada estabelecimento. Há locais para dançar, curtir uma mesinha de bar, espaços mais aconchegantes e também casas que oferecem opções para quem busca um contato mais íntimo, com salas de vídeos eróticos, cabines individuais e dark room.
Uma das maiores casas para o público gay na cidade, a The Week, é descrita assim:
O clube é gigante. Comporta cerca de 2.500 freqüentadores. (....) Fica distante dos Jardins, circuito GLS mais famoso da cidade. (...) A festa fixa Babylon, aos sábados, é uma das mais bem-sucedidas da cidade. O público dominante é masculino - principalmente rapazes sem pudores de tirar a camisa na pista. Em geral, o som é o bate-estaca. (...) Show de luzes, laser e gogo boys criam uma atmosfera que lembra mesmo a boate fictícia Babylon, do seriado gay Queer as a Folk (Os Assumidos), inspiração para o nome da festa (...) onde são encontrados muitos rapazes de classe média, entre 20 e 35 anos, que gostam de malhação, música eletrônica, roupas de grife. "Meninos bonitos" é o mantra do seu marketing (não necessariamente abertos para uma conquista fácil). O espaço da boate favorece também o contato físico. Há um dark room, um jardim, mictórios ao ar livre, um deque com piscina, com bares em volta. (...) No site do clube, dá para colocar nomes até as 22h do dia da festa, com validade até as 3h - depois paga-se o preço cheio da entrada. Mulheres pagam mais. (...) Na semana da Parada Gay, o clube costuma trazer DJs estrangeiros e promover festas diurnas em outros lugares da cidade.
Já a festa lésbica Chá com Bolachas ganha essa descrição:
O Chá com Bolachas é a festa lésbica mais tradicional da cidade. Começou em 2002 (...) e investe num visual descolado, com foco em vertentes da música eletrônica, e não na MPB. Entre as freqüentadoras, domina uma estética arrumadinha com toques alternativos. Para afugentar o público masculino, o ingresso para homem costuma ser o triplo do valor da entrada paga pelas meninas com nome na lista.
Parada Gay, roteiro cultural e compras
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"Guia GLS" apresenta também um calendário mês a mês com os principais eventos do mundo gay em São Paulo: Carnaval, shows, festivais de música e cinema e, claro, a Parada Gay. O guia oferece programação ampla de tudo o que acontece na cidade na semana da Parada, incluindo as melhores festas e a programação especial --os chamados "gay days"--que acontecem em parques como Playcenter e Hopi Hari.
Para os 365 dias do ano, o guia tem informações sobre programações culturais, gastronomia e passeios imperdíveis da cidade. Com ajuda de mapas de localização, o livro indica parques, feiras, cinemas, teatros e galerias de arte, detalhando as melhores opções para quem quer sair acompanhado e para quem busca uma paquera. O guia também lista as opções para compras em ruas comerciais, lojas, shoppings, pet shops, livrarias, lojas de decoração e roupas, incluindo lojas temáticas e militantes --que vendem bandeiras, camisetas e todo tipo de acessórios com as cores da bandeira do orgulho gay.
Onde ficar
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"Guia GLS" oferece recomendações de hotéis em todas as faixas de preço. A seleção do guia privilegia os estabelecimentos com boa relação custo-benefício, localizados em pontos de fácil locomoção na cidade de São Paulo e que estejam acostumados a receber e, se possível, a oferecer mimos e cuidados ao público gay. O guia explica, por exemplo, quais hotéis treinam seu pessoal para entender as necessidades dos clientes e evitar gafes --como encaminhar um casal do mesmo sexo a uma suíte com duas camas de solteiro.
Para completar, o guia oferece uma lista informativa de expressões e gírias da cultura gay e dicas sobre como se defender da homofobia e denunciar estes casos.
O autor
O autor do guia é Sérgio Ripardo, jornalista que escreve sobre homossexualidade desde 2005 e que até 2008 ocupou o posto de autor da coluna semanal Destaques GLS e o cargo de editor de Ilustrada da Folha Online.
"Guia GLS São Paulo"
Autor: Sérgio Ripardo
Editora: Publifolha
Páginas: 136
Quanto: R$ 34,90
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou no
site da Publifolha