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Quarta-feira, 25 de NOVEMBRO de 2009

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10/09/2009 - 15h18

Bienal do Livro no Rio está mais pop, afirmam organizadores

Durante a abertura da 14ª Bienal do Livro no Rio, no final da manhã desta quinta-feira, a organização do evento destacou que aposta na inovação da programação e em uma versão mais pop do evento este ano.

Apresentada pelos jornalistas da TV Globo Fátima Bernardes e Edney Silvestre, a cerimônia de inauguração da grande feira de livros contou com a participação do governador do Estado, Sergio Cabral Filho, do prefeito Eduardo Paes, e da presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Sonia Machado Jardim.

Felipe Panfili/AgNews
Os jornalistas Fatima Bernardes e Edney Silvestre comandararam abertura da Bienal do Rio
Os jornalistas Fatima Bernardes e Edney Silvestre apresentaram abertura da Bienal


"A Bienal deve evoluir, ficar mais moderna, ser ainda mais pop para atingir um público cada vez mais exigente e é isso o que nós fazemos. A cada edição buscamos novas formas para estimular ainda mais o hábito da leitura. Vamos apresentar propostas diferentes, que vão aproximar ainda mais os leitores", disse a presidente do Snel.

A Bienal do Livro do Rio apresentará espaços diferenciados este ano: uma exposição que retrata o trabalho de décadas de um dos principais editores do país, José Olympio, o já tradicional Café Literário e encontros com escritores estrangeiros. Um espaço de leituras também ganha destaque no evento, a cargo do ator Paulo José, que vai reunir artistas como Tony Ramos e Renata Sorrah.

Na cerimônia de abertura da feira, a historiadora Rosa Maria Araújo --- curadora do Café Literário entre 1999 e 2007--- foi homenageada com uma placa. Entre os acadêmicos e escritores prestigiados estavam o presidente da ABL (Academia Brasileira de Letras), Cícero Sandroni, e a autora best-seller americana Meg Cabot.

Este ano, o Rio homenageia os EUA, com 12 dos 18 convidados internacionais. Autores como o irlandês Joseph O'Neill, o israelense David Grossman, a indiana Thrity Umrigar e o britânico Andrew Keen estão entre as presenças confirmadas para o evento.

Novos livros nas escolas

Nesta edição da Bienal, os diretores de todas as escolas municipais e creches receberão uma verba de R$ 550 para a compra de livros que irão compor a sala de leitura de suas unidades. Durante a abertura do evento, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou que as salas de leitura das escolas que têm alunos com deficiência visual vão passar a contar com um acervo com audiolivros e livros em braile.

"A primeira Bienal como prefeito a agente nunca esquece. O que se faz aqui é a grande festa do futuro do Brasil", disse Paes.

Já o governador do Rio, Sérgio Cabral, entrou no clima do evento e declarou que vai investir em obras de modernização da Biblioteca Estadual do Rio de Janeiro. "A biblioteca do Estado que fica na avenida Presidente Vargas está caindo aos pedaços, mas nós vamos fazer uma reforma pesada nela", afirmou.

Cabral ainda disse que pretende levar os filhos para visitar o evento. "Além dessa nossa primeira visita oficial, espero arrumar uma hora para vir à Bienal com calma. O evento está cada vez mais pop e sofisticado", disse o governador, que aproveitou seu discurso para fazer uma brincadeira com São Paulo-- que se alterna com o Rio como sede do evento. "Se São Paulo é o hardware, o Rio é o software", disse.

Público

Com 950 expositores em uma área de 55 mil metros quadrados, a expectativa dos organizadores é que o evento atraia um público de 600 mil pessoas ao Riocentro, na zona oeste do Rio, movimentando R$ 44 milhões ao longo de 11 dias.

A edição 2009, que acontece até o próximo dia 20, terá mais de 1 milhão de livros à venda e contará com um total de 67 sessões de debates e 84 apresentações voltadas para o público infanto-juvenil. A programação cultural recebeu investimentos de R$ 1,7 milhão, 30% a mais que em 2007.

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