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Quinta-feira, 23 de maio de 2013

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Grávidas deveriam ter o direito de escolher o local do parto?

DE SÃO PAULO

A Justiça Federal suspendeu, no começo da semana, o veto do Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) à participação de médicos nos partos realizados em casa e de parteiras e doulas (acompanhantes) nos partos realizados em hospitais.

A proibição havia sido estipulada no dia 19/7, quando o Cremerj editou duas resoluções considerando essas práticas infrações éticas sujeitas a processo disciplinar.

Grávidas deveriam ter o direito de escolher o local do parto?

SIM

Eu passei por uma cesárea em 2007, da minha primeira filha. Sofri muito com as dores no pós-parto e nas quase dez horas de separação devido à recuperação da cirurgia.

Em 2011, tive meu segundo filho em casa, num parto normal tranquilo. Não sofri nenhuma dor no pós-parto e peguei meu filho nos braços assim que nasceu. Além disso, não precisei me separar da minha filha.

Juliana Aparecida de Souza Martins Ângelo (Lorena, SP)

NÃO

Quem escolhe o local do parto é quem for atender a gestante, muito provavelmente um conhecedor dos recursos disponíveis no ambiente onde ocorrerá o evento obstétrico.

A maior parte dos partos ocorre normalmente, sem imprevistos. Entretanto o restante se reveste quase sempre de emergência que requer atendimento hospitalar.

Na situação em que se encontra o trânsito brasileiro, é impossível um deslocamento rápido da residência da parturiente até uma maternidade. Por isso, mais do que nunca, os partos sempre devem ocorrer em local de recursos plenos.

José Marcos (Curitiba, PR)



O ASSUNTO É MENSALÃO

Nunca antes na história desse país o Supremo Tribunal Federal se deparou com um caso envolvendo corrupção de alto coturno, centrado nas hostes do poder.

E agora tem, depois de mais de um século de seu papel institucional, a grande oportunidade de fazer história, procedendo ao julgamento fiel às provas, aos fatos, e recuperando a sua total credibilidade perante a sociedade, única e exclusiva interessada na responsabilização dos culpados.

Carlos Henrique Abrão (São Paulo, SP)



GORE VIDAL

A identificação de Gore Vidal como homossexual barrou suas possibilidades de uma carreira política. Dizem que ele minimizava a importância da homossexualidade em sua vida. De qualquer forma, é importante registrar que nunca escondeu sua orientação sexual.

Hanna Korich (Mirandópolis, SP)

ECONOMIA

Não é a oposição nem os empresários, e também não são os entidades de classe nem nossos economistas, que avaliam como má a situação da economia brasileira. É a imprensa especializada estrangeira.

Recomenda-se à presidente Dilma Rousseff dar mais importância ao PIB e principalmente, a um planejamento econômico de longo prazo. Assim, também os empresários brasileiros, confiantes, voltarão a investir sem incentivos fiscais nem outras pressões.

Fábio Figueiredo (São Paulo, SP)

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