
A pressão sobre os atletas da seleção brasileira de judô antes das Olimpíadas marcou o embarque da equipe para o Japão nesta quarta-feira. Um dos favoritos ao ouro em Pequim, Tiago Camilo destacou o aumento da responsabilidade sobre o time verde-amarelo no ano, mas salientou que pretende transformar isso em "combustível" para subir ao pódio na China.
De fato, a seleção brasileira de judô nunca disputou uma Olimpíada tão favorita como agora. Além do ouro de Tiago Camilo no Mundial, o time ainda conquistou mais dois primeiros lugares na competição (com João Derly e Luciano Corrêa), alem de uma medalha bronze (com João Gabriel Schlittler). Em Pequim, Camilo tentará seu segundo pódio olímpico. Oito anos atrás, em Sydney, o atleta ficou com a prata na categoria leve (-73kg), mas não conseguiu se classificar para os Jogos de Atenas. Já na categoria meio-médio, o atleta foi superado na seletiva final por Flávio Canto e não integrou a delegação brasileira. De volta à principal competição da modalidade, Camilo admitiu que também usará as frustrações do passado como motivação. "Reuni todas as energias para tentar a classificação para essas Olimpíadas, pois fiquei muito frustrado ao ficar fora depois de conseguir medalha em Sydney. Aprendi muito não indo a Atenas porque aquilo foi algo muito doloroso", comentou o judoca de 26 anos antes de embarcar com a seleção para um período de aclimatação na Universidade Internacional de Budo. Outra atleta bastante acostumada a lidar com a pressão é a meio-pesado Edinanci Silva. Perto de disputar as Olimpíadas pela quarta vez, ela lidou por anos com o rótulo de melhor judoca feminina do país. Agora, a lutadora quer esquecer os erros das outras edições e focar o que fez de positivo para conquistar uma medalha. "Estou preparada para tentar o pódio. Fiz o melhor possível em minha preparação em tudo e no aspecto psicológico também. Quero esquecer o que não deu certo das outras vezes e colocar coisas novas na cabeça. Será desgastante, mas vou correr atrás da medalha", destacou Edinanci. |