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Sábado, 07 de NOVEMBRO de 2009

10/11/2008 - 08h03

Laís Souza dá palestra motivacional para suprir falta de patrocínio

Bruno Império
Em São Paulo

Prestes a ficar sem patrocínio por conta do fim da seleção brasileira permanente de ginástica artística, após as Olimpíadas de Pequim, Laís Souza arrumou um modo alternativo de faturar um pouco mais do que apenas o salário que recebe do Pinheiros. A ginasta de 19 anos fechou com uma empresa de gerenciamento de carreira de atletas e consultoria e está dando palestras motivacionais para executivos.

LAÍS IMITA OLEG EM PALESTRA
Laís "estreou" como palestrante na última sexta-feira em um evento na zona sul de São Paulo. A ginasta natural da cidade de Ribeirão Preto abriu um circuito de explanações que também contou com a árbitra Ana Paula de Oliveira e de uma equipe de corrida de aventura chamada WRR1.

A palestra de Laís durou cerca de meia hora. A ginasta falou de como decidiu começar a praticar o esporte em sua cidade natal, sobre sua chegada à seleção, a convivência com as demais ginastas e, principalmente, com o ex-treinador da equipe, o ucraniano Oleg Ostapenko.

Oleg é um capítulo à parte na palestra de Laís. Para interagir com o público, ela "imita" o estilo durão do técnico para mostrar que chefes são chatos porque querem fazer com que o desempenho de seus subordinados melhore. Em clima descontraído, chama algumas pessoas e exige que elas façam movimentos acrobáticos.

Apesar de ter atuado como palestrante uma única vez, Laís aprovou seu desempenho e espera conseguir novos trabalhos. "Achei que ficou legal. Acredito que consegui passar um pouco da minha experiência de vida e espero que isso possa ajudar um pouco no dia-a-dia dessas pessoas", disse.

Leandro Moraes/Folha Imagem
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No palco, Laís tenta, nem sempre com sucesso, disfarçar a timidez. Isso porque, antes da estréia, passou por um intenso treinamento com os diretores da empresa que busca contratos para ela.

"Ela [Laís] é tímida, mas muito espontânea. Treinamos tanto ela quanto os demais atletas com quem trabalhamos. Nosso objetivo é transformá-los em palestrantes e ajudá-los a captar recursos também fora de suas modalidades. A experiência de vida da Laís no esporte é fantástica. Ela tem apenas 19 anos e tem muita coisa para ensinar", disse Dayyan Morandi, um dos diretores da Happylife.

A empresa também trabalha com o nadador Lucas Salatta e espera ampliar o leque de atletas para quem "caça" palestras. "Temos planos de contar com o Thiago Pereira. O Gustavo [do vôlei] eu poderia dizer que é um sonho de consumo", completou Morandi.

Laís ainda se recupera de uma cirurgia no joelho realizada no final do mês passado. Por conta disso, a ginasta abriu mão de competir na Superfinal da Copa do Mundo. Ela deve retomar os treinos no Pinheiros em aproximadamente oito semanas.

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