
O jantar do presidente Andres Sanchez com Fabiano Farah, empresário de Morais e Ronaldo, tem dado trabalho à diretoria do Corinthians. O clube transita no tema com cuidado redobrado e frases conflitantes: elogia o jogador e sua história, mas vê a contratação como impossível. No entanto, também mantém o sonho vivo caso a situação econômica possibilite sua concretização. E até calcula suas conseqüências, como lucros no marketing.
O nome de Ronaldo entrou na rotina corintiana depois que Andres Sanchez se encontrou com Fabiano Farah. O objetivo primordial da reunião era tratar da renovação de Morais, que pertence ao Vasco e está emprestado ao clube do Parque São Jorge até o meio de 2009. No entanto, Farah também representa Ronaldo. E, no encontro, sugeriu o nome do Fenômeno ao Corinthians. A conversa, então, foi divulgada. Desde então, os nomes do jogador e do clube passaram a ser relacionados, especulados e alvos de inúmeras possibilidades. Com tudo isso, falar publicamente sobre Ronaldo é um desafio para todos do Corinthians. O diretor de futebol Mário Gobbi, por exemplo, admite o sonho de contar com o jogador, termo descartado pelo comunicado oficial do Corinthians. "Na verdade, o Ronaldo é um grande projeto de marketing que vai para o time que contratar, atrás dele chegam contratos. Ele é uma multidão, uma empresa e transcende ser apenas um jogador de futebol. É um sonho e sonhar não é pecado nem proibido, mas de concreto nada tem. A gente trabalha em cima do time de 2009 sem o Ronaldo", disse Gobbi nesta sexta-feira. No início da noite, o diretor de marketing Luis Paulo Rosenberg deu mais argumentos para o assunto não morrer. No Corinthians, segundo ele, o tema não morreu. "O Andres me pediu para levantar os números que a contratação do Ronaldo traria para o clube", disse ele à rádio Globo. "Temos cautela, é um dos mais caros do mundo, mas é algo tão atraente e tão valioso que vamos tratar até o final", emendou o dirigente.
Conversas e rumores à parte, Ronaldo segue se recuperando de grave lesão sofrida no joelho esquerdo em fevereiro. Nesta semana, participou de amistoso no Marrocos e atuou durante apenas 20 minutos. Também falou que cogita se aposentar e nem voltar mais aos gramados profissionalmente. "Não há pressa. Quero terminar o meu trabalho de recuperação e depois ver como as coisas caminharão. Eu posso decidir amanhã ou daqui a um mês", comentou o atacante, sem contrato desde que seu vínculo com o Milan acabou. *Atualizada às 19h08 |