
| O clima está tenso entre os dois jogadores que fizeram os gols da vitória da França sobre o Brasil na final da Copa do Mundo de 1998 (3-0). O ídolo Zinédine Zidane afirmou nesta sexta-feira, em entrevista ao jornal esportivo francês L'Equipe, que não quer mais nenhum contato com Emmanuel Petit, autor do terceiro gol contra os brasileiros. "Nunca mais quero vê-lo", disparou Zidane ao se referir a Petit, que fez duras críticas ao ex-camisa 10 da seleção francesa em sua autobiografia, intitulada "A fleur de peau" (À flor da pele, numa tradução literal). "Já o encontrei, por acaso, e lhe disse o que tinha para lhe dizer", declarou 'Zizou'. Na entrevista, Zidane explicou que "aceita a crítica". "Ninguém é obrigado a gostar de ninguém", destacou, acrescentando no entanto que prefere falar às pessoas o que pensa delas "na cara, e não pela imprensa". Além disso, o ex-jogador do Juventus e do Real Madrid se referiu a outro desafeto, o meia do Paris Saint-Germain Jérôme Rothen, que também o mencionou em sua autobiografia. Rothen relatou que foi chamado de "filho da puta" por Zidane durante um jogo de Liga dos Campeões entre o Mônaco e o Real Madrid. 'Zizou' desmentiu ter proferido estas palavras e disse que o meia do PSG "quer apenas promover seu livro". "Contei essa anedota porque Zidane era um jogador que eu admirava muito, e fiquei decepcionado com sua atitude", explicou Rothen. O incidente teria acontecido em 6 de abril de 2004, na partida de volta das quartas-de-final da Liga dos Campeões entre o Mônaco, onde Rothen jogava na época, e o Real Madrid. No fim do jogo, Zidane deu um carrinho por trás em Rothen, que desabou de forma exagerada, provocando a ira do jogador do Real Madrid. "Levanta, filho da puta", teria dito 'Zizou', irritado com a "cera" de Rothen. "Quantas vezes me deparei com Rothen e Petit desde que me aposentei? Se eles fossem pessoas honestas, de caráter, teriam falado as coisas na minha cara, mas eles preferiram utilizar meu nome para vender livros", insurgiu-se Zidane. |