
| A desistência da equipe Honda de disputar o Mundial de F-1 no próximo ano forçou os pilotos brasileiros Bruno Senna e Lucas di Grassi, que esperavam resposta sobre uma vaga na escuderia, a buscarem outras alternativas para 2009. Ambos realizaram testes com a equipe japonesa nas últimas semanas e tinham a expectativa de ingressar na principal categoria do automobilismo no próximo ano. Bruno, no entanto, diz que ainda não desistiu da idéia de correr pela F-1 em 2009. "Estou tranqüilo. Na verdade, nunca mantive a Honda como única opção, até porque eles estavam demorando muito para dar a resposta. Temos algumas coisas alinhadas e na próxima semana vamos ver o que fazer", disse o sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna em entrevista à rádio Jovem Pan. "No pior das hipóteses, vamos fazer a GP2 de novo. O difícil vai ser conversar com patrocinadores agora, tão tarde. Mas isso é uma outra opção, pois ainda não desisti da F-1", continuou. Lucas di Grassi, atual piloto de testes da equipe Renault, praticamente jogou a toalha sobre correr na F-1 e disse que já pensa em outras alternativas. "Agora todas as chances [de pilotar na Honda] acabaram. Se a crise financeira mundial continuar assim por mais tempo, estou pensando seriamente em abrir outras possibilidades, talvez Estados Unidos ou alguma outra categoria onde haja mais investimento", falou Di Grassi. "Minha filosofia não era de chegar à F-1, mas sonhar em ganhar a vida com o carro. O que eu gosto é da disputa, estar na briga por posições e vitórias. Se eu conseguir uma posição boa, independentemente da categoria, vou pensar no meu futuro", continuou. A montadora Honda abdicou de sua vaga devido à crise econômica mundial, que derrubou em 32% suas vendas nos Estados Unidos. O construtor também enfrentou a falta de resultados na categoria --somou 14 pontos e foi a penúltima colocada no último Mundial. Neste ano, a equipe japonesa foi a quarta colocada em gastos, com US$ 398,1 milhões, cerca de R$ 982,7 milhões em valores atuais. A sua saída da F-1 ligou o "alerta vermelho" na categoria, que tenta cortar gastos para se manter viável no cenário de crise econômica global. |