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Um novo projeto de exploração comercial e publicitária do Engenhão, na zona norte do Rio, pretende lucrar com o estádio abolindo o apelido consagrado popularmente. Empresários, contratados há quatro meses pelo Botafogo, concessionário da prefeitura por 20 anos, pretendem tornar viável e lucrativo o Engenhão. Luiz Calainho e Cristiano Pinto de Almeida preveem investimentos de R$ 20 milhões e exploração de receitas comerciais e publicitárias por dez anos. O esquecimento do termo Engenhão é a meta e condição fundamental da empreitada, cuja essência é a venda do nome do estádio a um patrocinador, que acrescenta sua marca ao logotipo 'Stadium Rio'. O nome oficial Estádio Olímpico Municipal João Havelange será mantido, mas os autores da ideia torcem para que em pouco tempo os cariocas esqueçam o apelido originário do bairro do Engenho de Dentro, onde está localizado. "Esperamos que o apelido mude, com estratégia de médio-longo prazo", disse Calainho. Assim, o equipamento seguirá os passos de outros, como o Allianz Arena, na Alemanha, e o American Airlines Arena, nos Estados Unidos. O Engenhão, principal arena erguida para o Pan-2007 e que sediará o atletismo na Olimpíada de 2016, custou R$ 380 milhões, seis vezes o valor inicialmente orçado. O Botafogo paga R$ 40 mil mensais à Prefeitura do Rio, mais R$ 400 mil em despesas de manutenção. O momento, com Copa do Mundo - o projeto prevê um centro de treinamento -, Copa das Confederações e Olimpíada nos próximos anos, é propício. O Maracanã, principal estádio do Rio, entra em obras por três anos, a partir de dezembro. "Se tudo der certo, vai durar quatro anos... A gente sabe como obras nunca duram só o tempo previsto", ri Almeida. Os empresários estimam que o Engenhão, sob novo nome, venha a receber de 102 a 136 partidas de futebol em 2010, além de eventos de entretenimento, shows e festas, com público de três milhões anuais. Até 2016, a capacidade do estádio será aumentada de 45 mil para 60 mil pessoas. Os empresários esperam um patrocinador principal nos próximos três ou quatro meses, antes do início do Estadual de futebol do Rio. Essa empresa terá direito a outdoors - o principal de 45m por 10m - nas entradas e investimentos em propaganda. Há outras quatro cotas de publicidade disponíveis. No Estadual, só as lanchonetes de fast food estarão prontas. Serão oito empresas, no total de 24 lojas, além de ambulantes. Depois, o plano é ter três restaurantes panorâmicos, com vista para o campo, lojas, um centro médico - em prédio de cinco andares já existente -, um CT, uma universidade e um drive-thru ao redor do estádio. As benfeitorias ficam para a prefeitura, mas o plano pode esbarrar em questões jurídicas e negociações com a prefeitura e a Rede Ferroviária Federal, dona de terreno no local. |