
Poucos acreditavam que Carlos Alberto um dia defenderia a camisa do Vasco. Porém, em uma conversa entre amigos, o meio-campo afirmara que não afastava a possibilidade de um dia defender o Cruzmaltino, embora o próprio tivesse deixado claro que tinha algumas ressalvas em relação ao clube da Colina.VASCO DERROTA O JUVENTUDE, ENCERRA 'AGONIA' E ASSEGURA RETORNO À SÉRIE A
Tão logo chegou ao clube da Colina, Carlos Alberto tratou de assumir a alcunha de líder e foi o capitão do time não só dentro de campo como também fora dele. Mesmo machucado (fruto da deslealdade de alguns adversários) e vetado pelo departamento médico, o camisa 19 acompanhava o grupo em uma série de viagens ao redor do Brasil em função da disputa da Série B. No começo do ano, grandes atuações foram 'camufladas' pelo número excessivo de cartões (chegou a receber sete em dez partidas que disputou) que acabaram por deixar o principal articulador de jogadas de ataque do Vasco fora de partidas importantes. Porém, conversas com o técnico Dorival Júnior, tido como fundamental no processo de evolução do atleta dentro do grupo, deram fim a tal problema. Após a disputa do Estadual, o adeus ficou próximo. Com o passe preso ao Werder Bremen, da Alemanha, Carlos Alberto deixava clara a sua ambientação no clube de São Januário. O desejo de permanência aliado a um acordo entre brasileiros e alemães fizeram com que o meia tivesse o seu contrato renovado por mais um ano. A escolha do jogador para utilizar a camisa 111 na partida contra o Ipatinga em homenagem ao aniversário do Vasco e o nascimento de seu filho Lucca, foram alguns pontos altos de Carlos Alberto nesta temporada. Com o acesso assegurado, Carlos Alberto poderá, finalmente, 'saborear o filé ', objetivo que traçou a se apresentar no clube da Colina. Embora, a Série B ainda esteja em andamento, resta saber se, caso o Vasco vença a competição, Carlos Alberto ira tatuar em seu corpo mais uma conquista na carreira. Carlos Alberto e os demais jogadores cumpriram a missão que o clube tinha desde o início desta temporada. A auto-estima do torcedor vascaíno foi resgatada e o amor pelo clube idem. Agora a torcida precisa mostrar que o sentimento não pode parar no ano de 2010. |