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Terça-feira, 22 de maio de 2012

BOL Notícias

De novo, venda de ingressos para Santos x Santo André é confusa

Leonardo Lourenço e Thiago Braga
Da Folhapress
Em São Paulo

A venda de ingressos para a partida final do Campeonato Paulista teve nesta sexta-feira mais um dia de informações desencontradas e torcedores revoltados. Na noite de quinta, a BWA, empresa responsável pelo serviço, informou que os pouco mais de 2.500 bilhetes restantes estariam à venda nesta sexta. Mas só em dois pontos: Vila Belmiro e estádio Bruno José Daniel, em Santo André.

Em Santos, foram vendidos 600 ingressos de uma carga extra do tobogã, apenas para sócios do clube. Na cidade do ABC, entretanto, as bilheterias não foram abertas em nenhum momento, mesmo com as cerca de 200 pessoas que formavam fila no local à espera de ingressos para a final.

Entre as 9h, horário previsto para o início das vendas, e as 12h, quando um funcionário do estádio informou que os ingressos estavam esgotados, a Folha de S.Paulo acompanhou a movimentação no ponto de venda de Santo André e presenciou a indignação dos torcedores.

"Cheguei de madrugada e vou embora sem ingresso e sem ninguém me dar uma explicação", reclamou o motorista José Mauro Ferreira de Souza.

Alguns torcedores estavam lá desde a madrugada, aguardando a abertura das bilheterias. "Tem gente que diz que acabou, tem gente que diz que ainda tem ingresso. Cada um conta uma história", disse o desempregado Armstrong Oliveira. Ele era o primeiro da fila - tinha chegado às 4h - e saiu sem seu bilhete para a final.

Mesmo assim, a assessoria de imprensa da BWA afirmou que 909 ingressos foram vendidos nesta sexta-feira em Santo André e que as bilheterias teriam sido fechadas em seguida por medida de segurança, a pedido da PM.

Quem foi ao Pacaembu ou ao Canindé, também saiu de mãos abanando. As bilheterias dos dois locais sequer abriram.
Entre os santistas que estavam na fila do Pacaembu, a maior reclamação era sobre a desinformação. "Vim de Londrina (Paraná) só para comprar ingresso. Deveria ser mais organizado. Não tem informação nenhuma. Acho também que poderia ser vendido pela internet", disse a advogada Maria Eugênia Aranda.

As irmãs Mayra e Bianca Alonso não se conformaram com a falta de ingressos. Por isso decidiram recorrer aos cambistas. "Sabemos que estamos sustentando uma máfia, mas a paixão pelo time é maior", disse a empresária Mayra.

Mas até com os cambistas a situação estava difícil. Muitos deles perguntavam a quem chegava no estádio se havia ingresso sobrando. "Fiquei 12 horas no Ibirapuera ontem e o que mais tinha era aposentado e mulher com criança de colo entrando várias vezes na fila. É um absurdo", reclamou a dona de casa Edna Araújo.

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