Os tesouros artísticos do Vaticano

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Fotos
O Vaticano é o menor Estado independente do mundo, com menos de meio quilômetro quadrado e 994 habitantes. Entre os moradores está o papa, monarca do território que se tornou independente em 1929. Apesar da maioria das nações do planeta considerar a soberania do Estado, o Vaticano não é reconhecido como país pela ONU por ser uma teocracia, pois se diz representado pelo papa, mas governado por Deus, e a ONU não aceita a teocracia como regime. De qualquer forma, o Vaticano ganha destaque por ser uma espécie de cartão-postal luxuoso do catolicismo Antonio Calanni/AP Mais
O Vaticano é um Estado independente que possui seu próprio sistema de telefone, correio, estação de rádio, sistema bancário e farmácias, mas ainda precisa importar da Itália suprimentos como água, comida, energia elétrica e gás. Para se sustentar, o Vaticano conta com as doações de fiéis e com a renda do turismo, mas como é um dos pontos mais visitados da Europa, é possível manter o território. A razão para que 4,5 milhões de visitantes anuais passem pela região está também nas obras de arte e arquitetura AP Photo Mais
Alguns especialistas acreditam que uma visita exaustiva pelo Vaticano leve de oito a dez meses. O Estado abriga 12 museus: do egípcio e do etrusco à pinacoteca. Nela, há um departamento de arte religiosa moderna, com obras de Picasso, Léger, Klee, Henry Moore, Braque e Munch; confira alguns dos tesouros artísticos expostos ao público Nelson Alves Jr/focoestudio.com Mais
Uma das principais atrações do menor Estado independente do mundo é a basílica de São Pedro, na qual são celebradas as mais importantes cerimônias da Igreja Católica. Ela foi construída entre 1506 a 1626, sob a direção, sucessivamente, de Bramante, Rafael, Michelângelo, Maderno e Bernini. A nave pode abrigar até 60 mil fiéis, mas há filas e os seguranças não permitem a entrada de pessoas com os ombros ou pernas descobertos (só são toleradas bermudas na altura do joelho) Nelson Alves Jr/focoestudio.com Mais
O maior e mais popular tesouro artístico exposto na basílica de São Pedro é a "Pietà", estátua esculpida em mármore de Carrara por Michelangelo e finalizada em 1499. O mestre renascentista terminou aos 25 anos a escultura, que representa a Virgem Maria aconchegando no colo Jesus morto. Michelangelo fez algo incomum para a época ao retratar Nossa Senhora como uma mulher jovem, aliás muito jovem para ser mãe de Cristo. Seu objetivo foi dar forma ao verso de Dante Alighieri, que ao se referir a Maria, escreveu: "Virgem mãe, filha do teu filho" Reprodução Mais
Outra obra que pode ser vista na basílica de São Pedro é o Baldaquino, uma espécie de abrigo para o altar papal. Ele foi desenhado por Bernini no século 17 e é considerado uma das preciosidades do estilo barroco italiano Reprodução Mais
Logo na entrada da basílica de São Pedro está o mosaico de Navicella, obra do século 14 feita por Giotto Reprodução Mais
Mosaicos que parecem estar em 3D enfeitam as paredes no primeiro estágio da subida ao domo da basílica de São Pedro, no Vaticano Nelson Alves Jr/focoestudio.com Mais
Embaixo da basílica de São Pedro, há uma cripta, onde estão os restos mortais de São Pedro, primeiro Papa da Igreja Católica, e os túmulos de vários outros líderes. Na imagem, é possível ver um dos túmulos presentes no local. O corpo do papa João Paulo 2º também estava na cripta, mas acabou sendo levado para cima, pois a parte debaixo da basílica ficava congestionada por peregrinos. Ao lado de uma das colunas do lugar, dentro de um caixão de vidro, está também o corpo intacto de João 23, papa entre 1958 e 1963. Foi ele quem convocou o Concílio Vaticano 2º, marco da modernização da Igreja, que foi uma série de conferências realizadas ao longo de três anos para debater o papel da Igreja na sociedade e formas de aproximar as pessoas da religião, uma das mudanças, por exemplo, foi que antes os padres realizavam a missa em latim virados para o altar e passaram a rezar no idioma de seu país, olhando para o público, além de poder contar com a ajuda dos fiéis para conduzir a celebração Reprodução Mais
Como arquiteto, Michelangelo realizou um trabalho artístico impressionante ao projetar a cúpula da basílica de São Pedro. Vale lembrar que a igreja foi construída entre 1506 a 1626, sob a direção, sucessivamente, de Bramante, Rafael, Michelângelo, Maderno e Bernini Max Rossi/Reuters Mais
Basílica de São Pedro, no Vaticano, vista por dentro AP Mais
Estátuas podem ser observadas no topo da basílica de São Pedro, no Vaticano. Ao todo são 140 estátuas de santos, mártires, papas e fundadores de ordens religiosas que estão sobre as colunas de 17 metros de largura saudando os visitantes Tony Gentile/Reuters Mais
No Vaticano, é possível visitar também a capela Nicolina, concluída em 1448 pelo Beato Angélico, com afrescos que alegorizavam cenas de santo Estevão e são Lourenço Reprodução Mais
As salas de Rafael possuem oito afrescos encomendados pelo papa Júlio 2º para decorar seus aposentos. A obra teve início em 1508 e continuou após a morte do pintor, em 1520, sendo finalizada por seus assistentes. São quatro aposentos: o saguão de Constantino e as salas Heliodoro, Segnatura e Incêndio no Borgo. A da Segnatura inclui retratos do papa Júlio 2º e de outros contemporâneos, como Leonardo da Vinci e Michelangelo, e um dos afrescos mais conhecidos de Rafael, "Escola de Atenas" (foto). Em uma passagem no segundo andar do Palácio Apostólico, com 12 colunas, também há afrescos pintados por Rafael Reprodução Mais
No Vaticano, uma das preciosidades em termos de pintura é o "Tríptico Stefaneschi", feita por Giotto, considerado o pintor do milênio em pesquisa com críticos de arte da Europa em 2000. A pintura leva este nome por ter sido comissionada para a basílica de São Pedro pelo cardeal Jacob Caetani degli Stefaneschi, que aparece em ambos os lados da obra. Feita por Giotto em 1320, a obra traz imagens icônicas na frente e pinturas narrativas atrás. Atualmente, ela pode ser vista na Pinacoteca Vaticana Reprodução Mais
"São Jerônimo", pintado por Leonardo da Vinci, está na Pinacoteca Vaticana Reprodução Mais
"Crucificação de São Pedro" é o quadro pintado por Michelangelo e que também pode ser visto no Vaticano Reprodução Mais
"Deposição de Cristo" é o nome do quadro pintado por Caravaggio entre 1600 e 1604. A obra também é conhecida como "Enterro de Jesus" e é um exemplo de uma das principais características do artista, o uso dramático de luz e sombra. O quadro está exposto na Pinacoteca Vaticana Reprodução Mais
Nenhum outro ambiente fechado no mundo tem um acervo tão denso e prestigioso de pinturas do Renascimento como a capela Sistina (foto). Ela fica ao lado da basílica de São Pedro, mas as pessoas só podem acessá-la pelo Museu do Vaticano. A capela, na verdade, é pequena para o número de visitantes que recebe, com apenas 41 m por 13,5 m, e foi construída no final do século 15 pelo papa Sisto 4º, razão pela qual recebeu o nome de Sistina Pier Paolo Cito - 16.abr.05/Reuters Mais
Nenhum outro ambiente fechado no mundo tem um acervo tão denso e prestigioso de pinturas do Renascimento como a capela Sistina (foto). Ela fica ao lado da basílica de São Pedro, mas as pessoas só podem acessá-la pelo Museu do Vaticano. A capela, na verdade, é pequena para o número de visitantes que recebe, com apenas 41 m por 13,5 m, e foi construída no final do século 15 pelo papa Sisto 4º, razão pela qual recebeu o nome de Sistina Osservatore Romano/Reuters Mais
Pintados por Michelangelo entre 1508 e 1512 a pedido do papa Júlio 2º, os afrescos da capela Sistina são obras mundialmente conhecidas e marcos da Renascença. Ao todo são nove painéis principais que falam sobre sete passagens do "Gênesis"; confira os detalhes a seguir Reprodução Mais
Em um dos painéis no teto da capela Sistina está pintada a "Sibila Délfica". As sibilas, da tradição greco-romana, são as únicas figuras no teto da capela que não são da Bíblia. As cinco sibilas, presentes nos afrescos de Michelangelo, teriam profetizado o nascimento de Cristo Reprodução Mais
"O Dilúvio" também está retratado em um dos painéis no teto da capela Sistina. É a cena central dos três afrescos que retratam a vida de Noé, é possível ver a arca com que a família do profeta se salvou e pessoas ao redor tentando escapar do dilúvio Reprodução Mais
"Expulsão do Paraíso" no teto da capela Sistina foi feita por Michelangelo em um painel dividido em duas cenas pela árvore do fruto proibido, em que encontra-se enrolada a serpente. Na primeira imagem, Adão e Eva aparecem comendo a maçã e, na cena seguinte, eles estão, cheios de vergonha, sendo expulsos do Éden por um anjo Reprodução Mais
"Criação de Adão" é o afresco mais conhecido de todos os pintados por Michelangelo no teto da capela Sistina. É uma imagem icônica da história da arte e foi pintada por volta de 1511 Reprodução Mais
O afresco "Moisés e a Serpente de Bronze" retrata o trecho da Bíblia em que Deus manda serpentes de fogo para castigar os israelitas que reclamavam em seu caminho para a Terra Prometida. Deus então mandou que Moisés fizesse uma serpente de bronze e aqueles que olhavam para ela eram salvos Reprodução Mais
Um dos painéis de Michelangelo na capela Sistina é "Criação do Sol e da Lua", que mostra a criação do mundo, em que Deus, com uma face imperiosa, aponta o indicador direito e divide o sol e a lua no céu Reprodução Mais
"Jonas" é um dos afrescos de Michelangelo e mostra um dos sete profetas retratados no teto da capela Sistina. A pintura fica sobre o altar e Jonas aparece ao lado do grande peixe que o teria engolido Reprodução Mais
Já na parede da capela Sistina, é possível ver Cristo e Maria, que centralizam a cena do "Juízo Final" pintado por Michelangelo na parede do altar Reprodução Mais
Inspirada pelas obras do Vaticano, a mostra "Esplendores do Vaticano", que foi realizada na Oca, em São Paulo no início de 2013, trouxe para o Brasil cerca de 200 peças, entre elas uma réplica da "Pietà", de Michelangelo, uma projeção dos afrescos da capela Sistina e ainda um molde da mão do papa João Paulo 2º (foto) Mariana Pasini/UOL Mais