Há 30 anos, comício das Diretas-Já com Lula e Irene Ravache reuniu 300 mil na Sé

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    • São Paulo [5106]; SP [5110];
    • Ditadura militar brasileira [28025];
Fotos
O dia estava chuvoso na capital paulista naquele 25 de janeiro de 1984, mas o fato não impediu que cerca de 300 mil pessoas, segundo as lideranças do movimento, comparecessem à praça da Sé, no centro de São Paulo, para manifestar o desejo de votar para presidente do Brasil Fernando Santos/Folhapress - 25.jan.1984 Mais
O ato público foi coordenado por uma frente única, milhares de pessoas encheram a praça da Sé, onde permaneceram 12 horas, apesar da chuva. Foi a primeira das manifestações gigantes que nos três meses seguintes agitariam o país. No palanque, políticos de todos os partidos eram aplaudidos ao lado de sindicalistas, estudantes, intelectuais e artistas. A dinâmica era a mesma do comício de duas semanas antes em Curitiba, que serviu de ensaio para o ato de São Paulo. Hinos, discursos contra o governo e muita camiseta amarela com os dizeres "Eu Quero Votar Pra Presidente" Fernando Santos/Folhapress - 25.jan.1984 Mais
Aquele foi o primeiro grande comício de uma série iniciada no ano anterior, posteriormente intitulados de comícios das "Diretas-Já". O primeiro deles havia acontecido em março de 1983 no munícipio de Abreu e Lima, em Pernambuco, no mesmo mês em que o deputado federal Dante de Oliveira, morto em 2006, apresentou uma emenda constitucional propondo eleição direta para presidente da República Fernando Santos/Folhapress - 25.jan.1984 Mais
O grande comício do dia 25 de janeiro de 1984 havia sido convocado pelo então governador de São Paulo, Franco Montoro, do recém-criado PMDB, marcado no dia do aniversário de São Paulo. Montoro fora eleito em 1982, nas primeiras eleições diretas para os governos estaduais, após aprovação, em 1980, de emenda constitucional restabelecendo o pleito nos níveis estaduais. Antes desse primeiro grande comício, outro já havia sido realizado na cidade de São Paulo, em frente ao estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido como Pacaembu, na zona oeste da capital paulista, em 23 de novembro de 1983, reunindo na ocasião 15 mil pessoas Fernando Santos/Folhapress - 25.jan.1984 Mais
Na ocasião, o governador de São Paulo, Franco Montoro, chegou a fazer a seguinte afirmação: "me perguntaram se aqui estão 300 ou 400 mil pessoas, mas a resposta é outra: aqui estão presentes as esperanças de 130 milhões de brasileiros (população da época)". A frase expressava o anseio da maioria dos brasileiros pela redemocratização do país, que vivia sob uma ditadura militar. Esta foto de Franco Motoro é de 1994, durante jantar na casa do então senador Fernando Henrique Cardoso Evelson de Freitas/Folhapress - 4.jul.1994 Mais
Dentre os 300 mil que compareceram à praça da Sé no dia 25 de janeiro de 1984, estavam artistas, políticos e outras personalidades. Na foto, o então presidente nacional do recém-criado PT (Partido dos Trabalhadores), Luiz Inácio Lula da Silva, discursa ao lado do governador de São Paulo da época, Franco Montoro, exortando a todos para que, juntos, lutassem para conquistar as eleições diretas para a Presidência da República Jorge Araújo/Folhapress - 25.jan.1984 Mais
O comício contou com a participação de governadores e lideranças políticas da época. Dentre eles, estavam o presidente do PMDB, Ulisses Guimarães (à dir.), e o prefeito de São Paulo, Mário Covas. Guimarães, um dos mais entusiasmados defensores do movimento, saiu da praça da Sé consagrado como o "Senhor Diretas". A foto, feita em fevereiro de 1984, dias após o grande comício das Diretas-Já, mostra os dois políticos na praça da Sé, onde se pode ver um placar com o nome de todos os congressistas e suas posições sobre a emenda Dante de Oliveira, que pretendia restabelecer eleições diretas para presidente. Além deles, outros nomes como o então senador Fernando Henrique Cardoso, os governadores Iris Resende (Goiás), José Richa (Paraná), Nabor Junior (Acre), Leonel Brizola (Rio de Janeiro), entre outros Jorge Araújo/Folhapress Mais
Os artistas também se engajaram na luta pelas eleições diretas para presidente da República. Na foto, a atriz Irene Ravache discursa durante o comício das Diretas-Já em 25 de janeiro de 1984 na praça da Sé, no centro de São Paulo. Os artistas encontravam dificuldades para se expressar politicamente desde a instauração da ditadura militar no Brasil, principalmente, depois da outorga do AI-5, que endureceu o regime Renato dos Anjos/Folhapress - 25.jan.1984 Mais
Da esquerda para a direita, a atriz Dina Staf, o ator Raul Cortez e a atriz e deputada estadual Ruth Escobar (PMDB-SP) foram alguns dos artistas a vestirem a camisa, literalmente, expressando o desejo de votar para presidente da República. A foto foi tirada no dia do grande comício das Diretas-Já, na praça da Sé, em 25 de janeiro de 1984. Outros artistas, como Christiane Torloni, Fernanda Montenegro, Gilberto Gil, Alceu Valença, Regina Duarte, Bruna Lombardi, também eram figuras presentes nas manifestações a favor da eleição direta Renato dos Anjos/Folhapress - 25.jan.1984 Mais
A partir de fevereiro de 1984, logo após o grande comício da praça da Sé, outros foram realizados nas principais capitais brasileiras. O movimento culminou na realização de uma reunião popular sem precedentes na história do Brasil. No dia 16 de abril daquele ano, cerca de 1,5 milhão de pessoas se reuniram no Vale do Anhangabaú para pedir eleições diretas para presidente Renato dos Anjos/Folhapress - 25.jan.1984 Mais
Apesar de toda mobilização nacional, a emenda constitucional Dante de Oliveira não foi aprovada pelo Congresso. No dia da votação, em 25 de abril de 1984, 113 deputados (todos do PDS) não foram ao plenário e a emenda acabou sendo rejeitada. Ela obteve 298 votos favoráveis e 65 contrários, além de três abstenções, mas eram precisos mais 22 votos a favor para a aprovação. Na foto, pessoas protestam em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, contra a rejeição da medida no dia da votação J. Freitas/Folhapress - 25.abr.1984 Mais
O país realizou naquele ano a última eleição indireta para presidente da República. O pleito foi disputado por Tancredo Neves, do PMDB-MG, e por Paulo Maluf, do PDS-SP. Considerado da ala moderada do partido, Tancredo fez alianças que renderam a José Sarney, que havia sido presidente da Arena, a vice-presidência. O político mineiro venceu a disputa, mas acabou morrendo um dia antes da sua posse, em 14 de março de 1985. Quem assumiu o poder foi seu vice, a quem restou o papel de consolidar o processo de redemocratização do país. Na foto,Tancredo Neves (o terceiro da direita para a esquerda), acompanhado de outros políticos, como Leonel Brizola e FHC, participa de passeata das Diretas-Já em São Paulo, em abril de 1984 Matuiti Mayezo/Folhapress Mais