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Segunda-feira, 13 de OUTUBRO de 2008

12/04/2007 - 16h43

Espanha ainda é alvo da Qaeda, que jura recuperar "Al Andalus"

MADRID, 12 Abr 2007 (AFP) - Três anos depois dos atentados de 11 de março de 2004 em Madri, reivindicados pela Al-Qaeda, a Espanha ainda está na mira da rede terrorista de Osama Bin Laden que, depois de atacar Marrocos e a Argélia, jurou que não descansará até libertar "de Jerusalém a Al Andalus".

"Não ficaremos em paz até que tenhamos libertado toda a terra do Islã dos cruzados, dos traidores e de seus agentes, e não tenhamos posto o pé em nossa Al Andalus expoliada e nossa Al-Qods (Jerusalém) violada", anunciou na quarta-feira um comunicado em um site islâmico da Al-Qaeda no Magreb Islâmico - o novo nome adotado pelo argelino Grupo Salafista para a Predicação e o Combate (GSPC).

Os atentados em Argel e Casablanca "podem ser interpretados como um prelúdio para uma série de atentados que a extensão regional da célula terrorista planeja executar em países do norte da África e da Europa meridional, inclusive na Espanha", analisa nesta quinta-feira no jornal El País o acadêmico Fernando Reinares.

Ainda que o ministério marroquino do Interior tenha descartado relação direta entre os atentados de Argel e Casablanca, não excluiu a possibilidade de seus autores terem sido inspirados pela mesma ideologia.

Segundo o juiz espanhol Baltasar Garzón, que instruiu diversas causas envolvendo radicais islâmicos na Espanha vinculados aos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e ao recrutamento de jovens fundamentalistas para ir ao Iraque e o Afeganistão, os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, ambos no norte da África, "estão na mira" da Al Qaeda.

"Ambas as cidades espanholas se apresentam como alvo possível, assim como a antiga reivindicação sobre Al Andalus, quer dizer, a Espanha", afirmou o magistrado espanhol em entrevista publicada pelo jornal de Barcelona La Vanguardia.

"As grandes cidades européias tampouco se livram da ameaça, pois consideram a Europa responsável em parte pelo desastre do Iraque e detestam a presença das tropas no Afeganistão", ressaltou.

Três anos depois dos atentados de Madri, 29 pessoas, em maioria de origem árabe, estão sendo julgadas por um tribunal espanhol que poderia condenar sete delas a penas superiores a 38.000 anos de prisão.

Ao começar o macroprocesso, no dia 15 de fevereiro passado, o ministério do Interior espanhol ativou o "estado de alerta colocando-o em nível elevado e permanente".

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