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Sexta-feira, 05 de DEZEMBRO de 2008

20/08/2008 - 09h00

Rússia controla Ossétia do Sul; EUA terão escudo na Polônia

O chefe do Estado-Maior russo, general Anatoly Nogovitsyn, anunciou nesta quarta-feira que o país irá criar uma barreira ao longo da fronteira entre o território da Geórgia e da Ossétia do Sul. O anúncio, noticiado pela agência Associated Press, demonstra a intenção da Rússia de manter controle sobre o território da aliada separatista no mesmo dia em que EUA e Polônia formalizam acordo que viabilizará a construção de um escudo antimíssil americano no Leste Europeu.

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Na quinta passada (14), quando EUA e Polônia assinaram um esboço do acordo, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, disse que considera o escudo uma ameaça. "O desenvolvimento de novas forças antimísseis têm como alvo a Rússia", acusou. Naquele dia, Nogovitsyn ainda insinuou que estaria disposto a atacar a Polônia, se o país colaborar com os EUA.

Arte/Folha Online


Nesta quarta, a resposta russa à formalização do acordo foi a construção de uma barreira para proteger a Ossétia do Sul. Essa barreira estaria de acordo com o cessar-fogo firmado entre Rússia e Geórgia. Conforme o cessar-fogo, os dois países devem recuar suas tropas para as posições anteriores ao conflito na Ossétia do Sul, e isso inclui a permanência dos russos ao longo de 7 km da fronteira entre Geórgia e a região separatista.

No total, conforme o militar russo, cerca de 270 soldados devem permanecer na barreira.

Durante as negociações para o fim dos conflitos russo-georgianos, Medvedev afirmou que irá apoiar quaisquer decisões em favor de independência tomadas tanto pelo governo da Ossétia do Sul quanto pelo governo da também separatista Abkházia.

Na formulação do cessar-fogo, o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, exigiu a retirada de um item que previa diálogos futuros sobre a situação das duas regiões.

Retirada

Ontem (19), Medvedev afirmou as tropas russas deverão concluir sua retirada do território da Geórgia nos próximos "três a quatro dias". Relatos de testemunhas, porém, dão conta de que as tropas se movimentam pouco. O sinal mais consistente de saída teria sido a desocupação de uma pequena parcela da cidade estratégica de Gori, que fica próxima da Ossétia do Sul.

Também ontem, os russos prenderam 20 militares georgianos em um porto no mar Negro. Os presos foram vendados, e carros do Exército georgiano foram apreendidos.

Vítimas

Conforme a agência de notícias Associated Press, a Rússia contabiliza 64 militares mortos e 323 feridos nos conflitos com a Geórgia. Inicialmente, ainda de acordo com a agência, o país havia contabilizado 74 mortos e 170 feridos. Já no lado georgiano, as autoridades registram a morte de 160 soldados e o desaparecimento de outros 300.

Segundo cálculos do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados da ONU) realizados com base em informações fornecidas por ambos governos, no total, os confrontos deixaram 158 mil refugiados, sendo 30 mil refugiados na separatista Ossétia do Sul; 98 mil na Geórgia; e 30 mil em território russo.

Com agências internacionais

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